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Cinema de luto

Morre Suzana Amaral, de 'A Hora da Estrela'

Cineasta, internada por problemas respiratórios, deixa um legado precioso de filmes baseados em obras literárias

Publicado em 26 de Junho de 2020 às 08:27

Redação de A Gazeta

Publicado em 

26 jun 2020 às 08:27
A cineasta Suzana Amaral
A cineasta Suzana Amaral Crédito: Reprodução da web
Morreu nesta quinta-feira, 25, no Hospital Sírio Libanês, aos 88 anos, a roteirista e cineasta Suzana Amaral, em consequência de problemas respiratórios. Ela estava internada para exames, mas a causa da morte não foi confirmada. A notícia foi divulgada por um grande amigo da família, o educador Paulo Portela. Muito abalada, a irmã de Suzana, a crítica Aracy Amaral, pediu a ele que fizesse a comunicação. O local do velório e o horário da cerimônia fúnebre serão divulgados logo mais. Ela era budista.
Suzana Amaral foi uma das maiores cineastas do Brasil, a diretora que conseguiu transpor para o cinema obras literárias de extrema complexidade, como A Hora da Estrela (1985), baseado no livro de Clarice Lispector, que garantiu à atriz Marcélia Cartxo o prêmio de melhor interpretação no Festival de Berlim de 1986. A adaptação manteve fidelidade ao texto original, mas acrescentou maior dramaticidade à história da jovem nordestina Macabéa, orfã de pai e mãe que se muda para São Paulo para ser datilógrafa e acaba atropelada por um carro de luxo. Só mesmo a sensibilidade de uma realizadora com uma experiência de vida singular (ela criou nove filhos) para tratar com sobriedade e respeito um clássico da literatura brasileira.
Ousada, Suzana também adaptou obras contemporâneas consideradas "intransponíveis', como Hotel Atlântico (2009), sobre um homem angustiado rodeado pela presença da morte desde que testemunha o transporte de um cadáver num hotel. O filme amplia o universo do romance de João Gilberto Noll, funcionando como uma alegoria da abertura política de um país dominado pela ditadura. A diretora ainda recorreria à grande literatura brasileira para filmar Uma vida em segredo, em 2001, baseada na obra homônima de Autran Dourado.

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