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Cenário

Mercado de livros encolheu 20% desde 2006, mostra pesquisa

Setor que teve queda mais brusca foi de livros científicos, e o único que cresceu foi o de obras religiosas
Redação de A Gazeta

Publicado em 

09 jul 2020 às 16:37

Publicado em 09 de Julho de 2020 às 16:37

Livro aberto: o que vamos escrever após a pandemia?
Os livros didáticos tiveram uma queda de 23% nas vendas ao mercado Crédito: Freepik/Divulgação
O faturamento do mercado editorial brasileiro encolheu 20% de 2006 a 2019, mostra pesquisa divulgada nesta quinta-feira (9) pela Câmara Brasileira do Livro e pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros.
Ainda que o ano passado tenha visto um crescimento de 6% nas vendas, não foi um aumento suficiente para estancar a queda observada no período imediatamente anterior - em especial desde 2015, quando se agravou a crise econômica do país.
Quando se olha só as compras pelo mercado, sem contar as aquisições do governo, o decréscimo foi ainda mais brusco, de 29%.
O único grupo que cresceu entre os pesquisados foi o dos livros religiosos, que teve um aumento de 3% nas vendas para mercado e governo, em comparação com 14 anos atrás.
A queda mais acentuada foi a dos livros científicos, técnicos e profissionais, que tiveram redução de 42% na série histórica. O setor tinha sido alavancado pelos investimentos em ensino superior, de 2006 a 2014, mas as vendas caíram pela metade entre a segunda eleição de Dilma e o primeiro ano de governo Bolsonaro.
Os livros didáticos tiveram uma queda de 23% nas vendas ao mercado, mas as compras do governo -que representam metade do total de livros vendidos- estancaram a redução geral para 8% desde 2006.
O fechamento das livrarias por causa da pandemia, em março, interrompeu o crescimento promissor das vendas do mercado editorial em 2019.
Em abril, o faturamento com livros caiu quase pela metade, comparado com o mês anterior. Mas o valor vem se reerguendo mensalmente desde então, e a última contagem divulgada em junho, registrou um crescimento de 31% nas vendas -ainda que o número fosse 3% menor do que o registrado no mesmo mês do ano passado.
Há muita expectativa no setor quanto ao que vai acontecer com o faturamento agora que a maioria das lojas está em movimento de reabertura.

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