Duas gerações diferentes do samba sobem ao palco neste sábado, dia 13, na Serra. Benito di Paula, no alto dos seus 50 anos de estrada, e Diogo Nogueira, com pouco mais de uma década de carreira, são as atrações do evento.
Benito é quem abre a noite com o show da turnê, “Fim de Papo”. O pianista, poeta, cantor e compositor, que na década de 1970 inovou o samba ao introduzir o piano, dará adeus aos palcos depois da tour. Com 35 discos gravados, ele traz para a apresentação releituras de sucessos como “Charlie Brown”, “Mulher Brasileira” e “Retalhos de Cetim”.
Em seguida, é a vez de Diogo Nogueira, com o show “Tá Faltando O Quê”. No repertório, além da nova música, “Vapor do Arerê”, hits como “Alma Boêmia”, “Clareou” e “Pé na Areia”.
Filho de João Nogueira, o músico foi indicado ao Grammy Latino por todos os seus álbuns, e já venceu duas vezes. Multimídia, Diogo canta, compõe, dança e representa – talento que pode ser comprovado no “Show dos Famosos” do “Domingão do Faustão” do qual participa. Inclusive, ao interpretar o ícone do soul Ray Charles, Diogo conquistou sua vaga na final da atração, que vai ao ar neste domingo (14).
Confira ao lado o bate-papo com o sambista, que falou sobre o quadro, a carreira e o show no Estado:
O que está planejando para o show aqui no Espírito Santo?
Tenho feito diversos shows aí, que é um Estado que adora samba e sempre me recebe com muito carinho. Estou animado e preparando um grande show para o próximo fim de semana.
Como é a experiência de participar do “Show dos Famosos”?
Estou me divertindo bastante e por isso entrei no quadro. É uma experiência fantástica mergulhar no mundo de tantos artistas especiais e poder fazer essas homenagens. A equipe que faz toda a preparação corporal, vocal, de caracterização, são profissionais de altíssimo nível e vocês podem perceber a cada semana o resultado que todos têm conseguido. Estou muito feliz com tudo!
Recentemente o samba perdeu Beth Carvalho, considerada sua madrinha. O que ela representa na sua vida?
Beth Carvalho era uma pessoa muito generosa e foi fundamental na história do samba e de tantos artistas. Além de ter dado enorme ajuda no início da minha carreira, Beth era uma pessoa sempre presente, dando conselhos, sugestões, indo a shows e até puxão de orelha (risos). Foi uma perda gigante, para toda a música brasileira, para o nosso país.
Você canta, dança e representa... Tem algum outro talento que ninguém sabe?
Sou um cara eclético e tudo que faço é por prazer, por gostar de verdade. Adoro esportes e, talvez, nem todo mundo saiba, mas adoro surfar.
Inspirado na sua música, “Tá Faltando O Quê” no mundo?
Tá faltando muita coisa, mas, ao mesmo tempo, é preciso que a gente tenha o básico, que é respeito e amor entre as pessoas, para que o resto aconteça também. Em um país que falta o essencial, fica até difícil de pensar no resto.
Seus últimos singles são independentes. Como é essa experiência de independência da indústria fonográfica?
Na verdade nunca somos independentes, pois é uma engrenagem que sempre depende de muita gente, de muitas empresas. Mantenho meus novos lançamentos da mesma forma que fazia na época que tive contrato com uma gravadora e o resultado tem sido ótimo com os últimos singles que lancei: “Tá Faltando o Quê?” e “Vapor de Arerê” – e vem mais em breve.
São 11 anos de carreira. Que marca pretende deixar para a música brasileira?
Quero poder levar música de qualidade para as pessoas. O que fica é isso. O que é descartável fica esquecido no tempo.
SERVIÇO
Diogo Nogueira e Benito Di Paula
Quando: sábado (13), às 22h
Onde: Steffen Centro de Eventos. Rodovia ES 010, km 4, Jardim Limoeiro, Serra
Quanto: R$ 150 (com buffet exclusivo e open bar)
Informações: (27) 3338-3009.