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Festival de Alegre: o 'rock' histórico que atravessou gerações no ES

Foram 27 edições das maratonas de shows, ocorridas entre 1980 e 2015. Esteve lá na estreia do megaevento do Sul do Estado? Conte pra gente como foi #somoscapixabas

Publicado em 09 de Agosto de 2018 às 21:19

Redação de A Gazeta

Publicado em 

09 ago 2018 às 21:19
Conhecido em todo o Espírito Santo e até fora do Estado como um dos maiores eventos musicais do país, o famoso Festival de Alegre ainda provoca certo saudosismo e emoção em muita gente, e não é para menos. Foram 27 edições, sendo que a última ocorreu em 2015, reunindo milhares de pessoas e vários artistas de primeira grandeza na cidade do interior do Estado.
Criado em 1980 ainda como um evento de música universitária e popular, o “rock”, gíria capixaba para se referir às opções de diversão, demorou algumas edições para engatar e cair no gosto do capixaba.
A primeira edição do festival que o projetou como um evento de grande porte foi em 1983 e teve como atração principal o cantor Zé Geraldo. Confira a galeria com fotos da edição daquele ano.
Já na quarta edição, matéria do Caderno 2 de A GAZETA mostrou o crescimento do evento, que já havia se projetado Estado afora, com predominância do público jovem, na faixa dos 15 anos. “Com seus jeans, suas mochilas e seus agasalhos, a praça mais central da cidade foi invadida por volta das 19 horas”, narrou a reportagem.
A matéria destacou, porém, a falta de infraestrutura de Alegre para receber tamanha festa, o que ao longo dos anos continuou sendo um ponto fraco do evento.
Não havia hotéis que comportassem toda a aglomeração, de forma que boa parte dos participantes tinha que alugar quartos em casas ou mesmo acampar na praça e no campus da Ufes na cidade.
Os estudantes da universidade que vinham da Grande Vitória podiam acampar no campus e almoçar no restaurante universitário, que, naquele ano, não teve mantimentos suficientes para alimentar o público.
“Apesar das anunciadas providências da coordenação, a falta de infraestrutura de Alegre voltou a se manifestar. (...) O número de pessoas tinha crescido, embora o nível não acompanhasse esse crescimento”, descrevia A GAZETA, que acompanhou a trajetória do evento ao longo dos anos.
Confira na galeria as matérias publicadas em A GAZETA sobre o festival.
De todos os cantos do Estado vinham pessoas para prestigiar o evento, muito em razão dos grandes shows nacionais, o que na época era raridade por aqui. O comércio local vivia naqueles dias sua maior época de vacas gordas.
 
Com o título “Com toda certeza, ainda não foi desta vez”, a matéria sobre o Festival de Alegre de 1983 fazia uma crítica ao que o evento se propunha e de fato começa a ser num contraste as condições do município. Muita coisa melhorou ao longo dos anos, outras, como a indisponibilidade de hotéis, seguiu até a última edição. Mas quem foi àquela ou a outras edições garante: as coisas boas são as que ficaram na memória.
Esteve lá no Festival de 1983? Envie um e-mail para [email protected] e conte para a gente suas lembranças e o que mudou na sua vida a partir de então.
 
 
 

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