Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Série

Baseada na HQ de Grant Morrison, série 'Happy!' é surtada e violenta

Dirigido por Brian Taylor, do filme 'Adrenalina', seriado está disponível na Netflix
Redação de A Gazeta

Publicado em 

22 out 2018 às 20:18

Publicado em 22 de Outubro de 2018 às 20:18

Happy! Crédito: Syfy
Vira e mexe alguns diretores de cinema experimentam fazer a transição para as telinhas. Muito disso se deve à extinção dos filmes de médio orçamento, que permitiam maiores experimentos narrativos para contar história e criar produtos mais autorais. David Fincher se encontrou em séries como “House of Cards” e “Mindhunter”; já Sam Raimi conseguiu trazer seu universo de terror com perfeição a “Ash vs Evil Dead”. Eis que chegou a vez de Brian Taylor, diretor dos dois “Adrenalina”, com Jason Statham, se juntar ao quadrinista escocês Grant Morrison para fazer essa transição e levar para as telas, de forma surtada, a adaptação da HQ “Happy!”, de Morrison.
Disponível na Netflix, “Happy!” conta a história de um ex-policial, Nick Sax (Christopher Meloni), que agora trabalha como um assassino de aluguel que passa, após quase se deparar com a morte, a ver um unicórnio colorido chamado Happy (Patton Oswalt/voz). Como se nota, a série é estranha no melhor sentido da palavra, trazendo elementos fantásticos a um universo de gangues e máfias.
Happy!DNA 
Taylor é diretor de cinco dos oito episódios, além de ser o showrunner (quem comanda a produção). Isso faz com que o estilo da série esteja profundamente ligado ao DNA do diretor: desenvolvimento frenético da narrativa, movimentos de câmera horrorosos, violência gráfica, humor imaturo e cenas de ação aceleradas, isso sem nunca cair na bagunça visual. Poderia ter virado uma bagunça, mas acabou por ser uma das mais gratas surpresas de 2018.
Mesmo com a diversidade de elementos variados, a obra consegue ter coesão através do contraste: a inocência do unicórnio se opõe à violência e à desesperança de Sax. Tudo isso envolto em muito humor que garante boas (e altas) risadas, e em uma violência tão exagerada que acaba sendo cômica. Claro que nada disso funcionaria se ambos os personagens não se entregassem a seus papéis.
Meloni faz um personagem totalmente detestável, violento e mau-caráter, mas, com seu carisma, consegue ter a simpatia do público mesmo quando toma atitudes extremamente reprováveis. O protagonista funciona como uma mistura do Marvin, de “Sin City”, com Ash J. Williams, de “Ash vs Evil Dead”. Já Happy é o extremo oposto, a personificação da inocência em um mundo podre – vê-lo se “corromper” gera uma das cenas mais engraçadas da série.
">
Se for pra pontuar um defeito, a série carece de foco, pois duas tramas centrais são apresentadas no início na temporada, e uma delas é totalmente esquecida no decorrer da história. Felizmente, a série rapidamente se encontra e a partir daí é só alegria, com o perdão do trocadilho.
“Happy!” é um do melhores produtos lançados este ano na Netflix, mas não é uma série fácil. Seu humor e sua escatologia podem espantar os mais puritanos, mas devem acertar em cheio os que gostaram de “Preacher” ou “Ash vs Evil Dead” e querem uma diversão escapista, divertida e levemente perturbada.
Confira o "first look" trailer da segunda temporada (cuidado com os spoilers): 
 
">

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Homem morre ao ser esfaqueado na rua em São Domingos do Norte
Imagem de destaque
Autismo: o lugar da psicanálise como uma das propostas clínicas
Filme dirigido por cineasta indígena terá sessão gratuita em Vitória
Filme dirigido por cineasta indígena terá sessão gratuita em Vitória

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados