Depois de um final da segunda temporada difícil de digerir, “The Handmaid's Tale” retorna no dia 15 de junho no Paramount+ (dentro do Net Now) com uma terceira temporada que indica revolução e “sangue nos olhos”. De volta a Gilead, após escolher entregar a pequena Nicole para Emily, June (Elisabeth Moss) quer resgatar sua filha Hannah e promete buscar vingança seguindo seu lema “Nolite Te Bastardes Carborundorum” (“Não deixe os bastardos te oprimirem”).
A terceira temporada da série inspirada no livro homônimo escrito pela canadense Margaret Atwood começa de forma dramática. Se nas temporadas anteriores a violência contra as mulheres de Gilead era algo exposto quase o tempo todo, desta vez, ao menos nos três primeiros episódios (que serão disponibilizados no dia 15) o foco é na luta da resistência.
Há quem diga que a terceira temporada começa com um ritmo monótono e que a série acaba presa em um ciclo vicioso de dor e sofrimento. Mas será possível perceber que todo esse martírio não cabe somente a June e as outras aias, mas a todas as mulheres que sofrem caladas na República de Gilead, uma teocracia totalitária machista.
ALIADOS
Os episódios já sugerem que June vai tentar ser mais cautelosa com seus planos de rebelião. É impossível vencer sozinha, e, talvez, a protagonista perceba que é melhor contar com poderosos aliados para combater a opressão. Quem são eles? É o que deve ser revelado ao longo da nova temporada.
Alguns personagens ganham mais destaque. Bruce Miller, criador e produtor-executivo da série, joga luz sobre a história de Tia Lydia (Ann Dowd), que na segunda temporada foi esfaqueada por Emily. O Comandante Lawrence (Bradley Whitford) também deve ter um papel fundamental nos episódios futuros, afinal, foi ele quem finalizou a última temporada ao lado de Emily e June – toda a história em volta dele e de sua esposa continuam um mistério para o público.
O destino de Serena Joy (Yvonne Strahovski) e o marido, Comandante Fred Waterford (Joseph Fiennes), se tornou uma grande incógnita ao fim da segunda temporada. Serena, que ajudou June a fugir, agora tem que voltar para casa e enfrentar o marido. A história de Serena deve ter grande relevância no desenrolar da série.
Nick (Max Minghella), que esteve ao lado de June nas temporadas passadas, começa a terceira temporada sem muito espaço, mas deve protagonizar uma reviravolta.
FICÇÃO E REALIDADE
A terceira temporada teve algumas cenas gravadas em Washington. Algumas sequências foram reveladas no trailer que mostrou uma grande formação de mulheres de vermelho em um monumento que seria o Monumento de Washington, memorial a George Washington que foi transformado numa cruz branca gigante na série. A capital americana será cenário para uma Gilead ainda mais opressiva.
“The Handmaid's Tale” se mistura à realidade política dos Estados Unidos e de outros países. Justamente por isso é considerada uma série cada vez mais urgente. Diante da turbulência política que assombra o mundo hoje, é uma história que desta vez deve finalmente se enveredar pelo poder da resistência.
SERVIÇO
The Handmaid's Tale
Três primeiros episódios da 3ª temporada disponíveís no Paramount + no sábado, dia 15.