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'Shippados' tem tudo para repetir sucesso de 'Os Normais'

Série sobre relacionamentos só está disponível online por enquanto

Publicado em 12 de Junho de 2019 às 12:37

Publicado em 

12 jun 2019 às 12:37
Cena de série "Shippados", atração do streaming Globoplay Crédito: Paulo Belote/Globo

"Os Normais", exibida pela Globo entre 2001 e 2003, foi a primeira série cômica desenvolvida pelo casal de roteiristas Alexandre Machado e Fernanda Young. Também foi a de maior sucesso: as desventuras dos noivos Rui (Luiz Fernando Guimarães) e Vani (Fernanda Torres) geraram expressões que caíram no gosto popular, renderam dois longas-metragens e até hoje são reprisadas.

Desde então, Machado e Young criaram mais de uma dezena de outros seriados --do simpático "Minha Nada Mole Vida" (2006-2007) ao decepcionante "O Dentista Mascarado" (2013). Mesmo quando foram bem de audiência e de crítica, nenhum se tornou um clássico. Isso pode mudar agora, com a estreia de "Shippados" no Globoplay.

A exemplo de "Os Normais", a nova sitcom também fala do relacionamento entre um rapaz e uma moça da classe média carioca. Mas há um elemento complicador que não existia há uma década e meia: os aplicativos de pegação.

Rita (Tatá Werneck) e Enzo (Eduardo Sterblitch) são dois solteiros crônicos, empacados tanto na vida amorosa quanto na profissional. Ele sonha em trabalhar como caçador de vírus de computador, mas só consegue bicos. E não dispõe de privacidade nem quando chega em casa: o amigo com quem divide um apartamento, Valdir (Luis Lobianco), está sempre pelado na sala com a namorada, Brita (Clarice Falcão).

Elenco da série 'Shippados' em conversa durante a CCXP 2018 Crédito: Fábio Rocha / Globo / Divulgação

Já ela odeia seu emprego no balcão de informações de um grande supermercado e ainda mora com a mãe (Yara de Novaes), que a traumatizou quando criança, dizendo que o pai foi embora porque não suportava o choro da filha.

Logo na estreia, cada um desses dois fracassados enfrenta dois encontros desastrosos marcados pela internet. São rejeitados de cara, e por boas razões: ambos são totalmente desprovidos de charme ou desembaraço.

Já no primeiro episódio dá para perceber que Fernanda Young e Alexandre Machado estão em plena forma, com diálogos certeiros que ganham forma com grandes intérpretes --tanto Eduardo Sterblitch quanto Tatá Werneck não decepcionam. 

Ela já é conhecida do público pela velocidade com que dispara "cacos" (piadas que não constam do texto original) e pela falta de pudores quando quer fazer rir. Ele, egresso do "Pânico" (RedeTV! e Band), finalmente encontra na Globo um papel que vai além da participação especial.

Pena que o alcance de "Shippados" por enquanto é limitado. Ao menos por ora, só os assinantes do Globoplay podem assistir à primeira temporada, disponível na plataforma desde sexta-feira (7).

É uma estratégia compreensível para alavancar o serviço, movido a assinaturas. Mas também é um breque no impacto que a série poderia ter. O público da TV aberta não perde por esperar.

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