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Opinião da Gazeta

Incerteza faz avançar o desemprego no Brasil

13,1 milhões de desempregados é o preço pago pela sociedade pela incerteza na economia, sobretudo quanto à reforma da Previdência

Publicado em 31 de Março de 2019 às 22:59

Públicado em 

31 mar 2019 às 22:59

Colunista

Taxa de desemprego subiu para 12,4% entre dezembro de 2018 e fevereiro de 2019, atingindo 13,1 milhões de brasileiros Crédito: Reprodução/Web
Infelizmente, o desemprego avança em alta velocidade. A taxa subiu para 12,4% no trimestre entre dezembro de 2018 e fevereiro de 2019, atingindo 13,1 milhões de brasileiros. É um forte aumento em relação a 12,7 milhões de desocupados em janeiro deste ano. No Espírito Santo, faltam vagas para mais de 200 mil. Já a taxa de subutilização – trabalhadores que poderiam estar trabalhando mais horas – alcançou 24,6%, ou 27,9 milhões de pessoas – o maior número da série histórica do IBGE, iniciada em 2012. Além disso, o total de pessoas desalentadas – que desistiram de procurar emprego – já é de 4,9 milhões, outro recorde assustador.
Esse cenário tem significado maior do que uma primeira grande frustração em relação ao novo governo, eleito com a incumbência popular de melhorar a economia. É claro que a evolução não ocorreria a toque de caixa. Mas o baque trabalhista superou até expectativas pessimistas. Em três meses, a indústria demitiu cerca de 200 mil pessoas no país. A construção civil, mais de 150 mil. Soa um alerta inconfundível: a atividade econômica encontra-se apática. Investimentos estão travados, refletindo incertezas causadas pela desarmonia entre Poderes – notadamente o Executivo e o Legislativo. O custo desse embate começa a ser pago de forma drástica pela sociedade com a perda de empregos – tornando mais penosa a recuperação do nível de emprego anterior ao período de recessão.
No início de cada ano, o desemprego costuma subir um pouco – apenas um pouco – em função do encerramento de contratações temporárias nos meses anteriores. Porém, o caso atual requer mais atenção. Sinaliza perda progressiva de força econômica – dificuldade muito precoce considerando-se que o atual governo está apenas começando e foi instalado com volumoso estoque de capital político.
Os sintomas de doença no mercado de trabalho são coerentes com a queda nas projeções sobre o PIB em 2019. De acordo com pesquisa do Banco Central, em janeiro o mercado financeiro estimava alta em torno de 2,5%, e agora a expectativa reduz-se a 2,1%, contando com a reforma da Previdência. Caso contrário, teme-se uma nova recessão, já a partir de 2020, cujos efeitos seriam mais dramáticos do que os da retração anterior, cujos danos ainda estão longe de serem totalmente recuperados.
É preciso reverter a deterioração de expectativas sobre a economia para que o emprego volte a ganhar fôlego. É um bom passo nesse sentido a superação do conflito entre os presidentes da República e da Câmara, visando à reforma da Previdência. Mas é fundamental que o projeto não sofra grande desfiguração e seja aprovado o quanto antes. São condições essenciais para injetar confiança no país.

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