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Opinião da Gazeta

Geração de emprego tem que ser prioridade dos eleitos

Um dos maiores desafios do próximo governo é dar condição à economia para crescer de modo sustentado e criar mais empregos

Publicado em 19 de Agosto de 2018 às 21:18

Públicado em 

19 ago 2018 às 21:18

Colunista

No início deste ano, ainda sob a perspectiva de que o PIB cresceria 3%, havia certa esperança de redução continuada, sem retrocesso, do drama do desemprego. Mas a realidade não é bem assim. A cada divulgação dos dados sobre o mercado de trabalho consolida-se a convicção de que a tarefa de melhora-lo é um dos maiores desafios a ser enfrentado – e com urgência – pelo presidente que toma posse em janeiro .

A partir de 2014, o Brasil, foi abalado por uma escalada da destruição de postos formais de trabalho. E falta muito para o estrago ser reparado. O quadro piorou nos últimos meses. A taxa de desocupação que estava em 11,8% em dezembro de 2017 fechou o segundo trimestre de 2018 em 12,4% – refletindo a atividade econômica mais fraca. São quase 13 milhões de desempregados.

No segundo trimestre, o número de pessoas à procura de emprego há mais de dois anos chegou ao recorde de 3,1 milhões. Já o contingente de desalentados (aqueles que desistiram de buscar vagas nas empresas, por não acreditar que encontrariam) também atingiu recorde: 4,8 milhões.

No Espírito Santo, 257 mil pessoas estão sem ocupação – entre elas, 99 mil há mais de um ano, e 32 mil desistiram de buscar vaga. O reflexo na renda é implacável. No segundo trimestre de 2017, o ganho médio do trabalhador no Estado era de R$ 2.048. No mesmo período de 2018, o valor caiu para R$ 1.961, enfraquecendo o consumo e afetando o mercado interno.

O emprego é prioridade para o país. O primeiro cuidado que se espera do próximo governo é estabelecer negociações setoriais que incentivem atividades e preservem postos de trabalho. A seguir, deve criar suporte de confiabilidade. Isso exige reformas. A da Previdência, indispensável ao ajuste fiscal, e a tributária, para destravar a produção e o investimento. Sem crescimento , o nível de emprego não evolui.

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