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Cortes anunciados por Casagrande carregam simbolismo importante

Na rota do enxugamento da máquina pública é possível encontrar um Estado sustentável, com total capacidade de garantir serviços ao cidadão

Publicado em 02/01/2019 às 21h14

Tirar os celulares funcionais dos secretários de Estado só parece uma atitude drástica para quem está mal-acostumado a regalias. É, de fato, a vitória do bom senso. Mesmo que não seja uma economia tão significativa, a medida carrega um simbolismo importante para este início do governo Casagrande: a austeridade não pode ser seletiva. O exemplo precisa vir principalmente de quem toma as decisões.

É um bom carro-chefe, portanto, para os demais cortes anunciados para os próximos quatro meses pela gestão que se inicia. O decreto de contingenciamento publicado ontem no Diário Oficial veda gastos com passagens aéreas e diárias, o que significa a suspensão da participação de servidores em cursos, congressos e eventos similares, dentro ou fora do Estado. A realização de cerimônias com coffee break, bufê ou sonorização e a oferta irrestrita de carros oficiais no Executivo também entraram para a lista de embargos temporários.

Nada mais justo. É preciso buscar cada vez mais racionalidade nas despesas com o custeio da máquina pública. Casagrande apela para a prudência, diante de um cenário econômico ainda nebuloso. Mesmo que tenha recebido um Estado com as contas equilibradas, acerta ao evitar esbanjamentos que não condizem com o que se espera das administrações públicas atualmente.

É bom que Casagrande se coloque, tão prontamente, como um gestor preocupado com o equilíbrio fiscal ao pedir empenho de seus secretários para atingir um corte de 10% nas despesas de funcionamento. Sempre há gordura a ser eliminada, sem prejudicar a oferta de serviços. É justamente assim: otimizando esses gastos, quem mais se beneficia é a própria população, com o redirecionamento de recursos. É um impulso para a aguardada retomada dos investimentos.

É o que se espera para 2019 em todas as esferas: que privilégios sejam reduzidos, que a ostentação tenha fim no poder público. Gastos mais racionais devem ser permanentes, enxugar a máquina pública é um caminho sem volta: no fim dessa rota de mão única, será possível encontrar um Estado forte, sustentável, com total capacidade de garantir serviços fundamentais ao cidadão.

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