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Opinião da Gazeta

Caro senador Marcos do Val, vigilância dos poderes não é perseguição

Formação de gabinetes de políticos é e sempre será tema de reportagens. Quem decide entrar para a vida pública não pode se furtar ao escrutínio de seus atos

Publicado em 26 de Junho de 2019 às 19:34

Públicado em 

26 jun 2019 às 19:34

Colunista

Senador Marcos do Val (PPS) Crédito: Agência Senado
O senador Marcos do Val (PPS) se elegeu sob o discurso da transparência e da renovação da política. Essas bandeiras estão registradas em suas redes sociais. Desde que assumiu o mandato, no entanto, algumas posturas do parlamentar têm demonstrado o oposto do que ele pregou nos meses de campanha.
De alguém que condena a velha política, por exemplo, espera-se uma conduta diferente das velhas práticas do empreguismo e do compadrio. Não é o que se tem observado no exercício de seu mandato. Promete o novo, mas cumpre o velho. Defende a mudança, mas entrega o que o Brasil já se cansou de ver.
Ao apontar essa distância entre discurso e prática, A GAZETA foi tachada de manipular informações. Em uma nota nas redes sociais, o senador Marcos do Val classificou reportagens e artigos deste jornal sobre as contratações feitas por ele de pessoas ligadas a aliados políticos de “clara perseguição”. Não há nada disso. O que há nos conteúdos publicados é a pura vigilância democrática do poder público, direito de qualquer cidadão e missão da imprensa profissional.
A contratação de assessores por qualquer parlamentar é de interesse público, porque quem paga a conta é o povo. Por esse motivo, a formação de gabinetes de políticos é e sempre será tema de reportagens, neste e em outros jornais. E quem decide entrar para a vida pública não pode se furtar ao escrutínio de seus atos, especialmente quando realizado pela imprensa profissional, que checa tudo o que publica e abre espaço para o contraditório, como sempre abriu a Marcos do Val.
Em suas redes sociais, o senador também registrou que pretende manter a “fiscalização da ética no governo federal”. A GAZETA se coloca do mesmo lado do parlamentar nesse front. Já quanto às declarações de guerra de Do Val contra este jornal, dessa o jornalismo não participará. A guerra da imprensa é outra, é contra a desinformação. E A GAZETA continuará nessa batalha, ao lado dos interesses da sociedade.

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