Lama, chuva e fogo. Três tragédias, centenas de mortos. Primeiro os 165 mortos e 160 desaparecidos (até este domingo) em Brumadinho, em seguida o temporal fortíssimo que deixou 7 mortos no Rio de Janeiro e, na última sexta-feira, o incêndio que provocou a morte de 10 atletas tão jovens do Flamengo.
Neste momento de luto nacional, o trabalho da imprensa ganha uma importância ainda maior. Na edição do Jornal Nacional da última sexta, a apresentadora Renata Vasconcellos fez uma defesa do jornalismo: “Em dias assim, o jornalismo fica mais importante. Deve trazer todas as informações com equilíbrio e cobrar os responsáveis para evitar que tragédias assim se repitam”.
Mas também há um outro lado da profissão nessas horas. A repórter Carolina Linhares, correspondente da Folha de S. Paulo em Brumadinho, definiu bem: “Cobrir a tragédia implica proximidade com o sofrimento”. Renata encerrou o jornal do dia da tragédia no Flamengo expressando esse sentimento: “O jornalismo deve reafirmar sempre a nossa solidariedade às famílias das vítimas. Esse é o nosso esforço, é o nosso compromisso”. Sofrer junto, mas exigir a responsabilização.