Publicado em 4 de maio de 2021 às 15:20
O ministro da Economia, Paulo Guedes, avaliou nesta terça-feira (04) que o superávit comercial muito forte do Brasil deve ajudar a baixar a cotação do dólar no País. A equipe econômica espera um saldo positivo recorde US$ 89,4 bilhões na balança comercial em 2021. "Acho que o dólar vai cair mais para frente", projetou. >
Guedes voltou a dizer que o governo alterou o mix de juros altos com dólar baixo. "Dissemos que iríamos mudar e os juros realmente chegaram a 2% ao ano, e o câmbio ficou mais alto um pouco. O câmbio brasileiro estava fora do lugar equilíbrio, que é mais alto. Não é tão alto como está agora, mas todas essas incertezas, doenças, perspectiva de recessão, dúvidas sobre reformas, boatos de que toda hora o ministro pode cair. Vivemos uma fase difícil, turbulenta", afirmou, em audiência pública conjunta das comissões de Finanças e Tributação; Educação; Trabalho, Administração e Serviço Público; e Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados.>
O ministro alegou que o Brasil ficou mais rico com a alta dos preços das commodities no mercado internacional, mas disse que essa riqueza precisa ser repartida com os mais pobres.>
Segundo ele, a competição no mercado de gás natural deve baratear o custo do combustível. "Espero que dentro de um ano, um ano e meio, o preço do gás natural possa cair 40%", completou>
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O ministro da Economia defendeu novamente a proposta de reforma administrativa enviada pelo governo ao Congresso no passado. O projeto está sendo debatida na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados.>
"Parece que teremos sustentação política para começarmos debate da reforma administrativa. Ela garante a estabilidade para todos os servidores atuais e não acaba com a estabilidade futura. O que ela exige é que haja um sistema de avaliação e meritocracia que será criado pelos próprios funcionários públicos mais experientes. Cada carreira vai determinar as regras para estabilidade ao longo do tempo", afirmou Guedes na audiência pública conjunta.>
Após novas críticas de parlamentares da oposição a falas polêmicas de Guedes sobre empregadas domésticas e filhos de porteiros, o ministro se desculpou. "Se ofendi as pessoas mais humildes inadvertidamente, só posso pedir desculpas. Nunca foi esse o objetivo. Nos exemplos que uso, tento mostrar as disfuncionalidades de uma sociedade que é desigual", alegou.>
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