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Setor de serviços, o principal do PIB, avança 1,1% no 3° trimestre

Agropecuária teve queda em consequência do encerramento da safra de soja, que também acabou impactando as exportações. A colheita da soja é mais concentrada nos dois primeiros trimestres do ano

Tempo de leitura: 3min
Publicado em 02/12/2021 às 10h37

RIO DE JANEIRO - O setor de serviços, o principal do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro, teve alta de 1,1% no terceiro trimestre de 2021, em relação aos três meses imediatamente anteriores.

Enquanto isso, a indústria ficou estagnada (0%). Já a agropecuária caiu 8%, apontam dados divulgados nesta quinta-feira (2º) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O recuo na agropecuária foi consequência do encerramento da safra de soja, que também acabou impactando as exportações. A colheita da soja é mais concentrada nos dois primeiros trimestres do ano.

O Ipea espera que em 2019 o setor de serviços tenha um crescimento de 1,2%, enquanto a agropecuária avance 0,9%
Dados econômicos mostram dificuldades do PIB brasileiro reagir. Crédito: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

"Como ela é a principal commodity brasileira, a produção agrícola tende a ser menor a partir do segundo semestre. Além disso, a agropecuária vem de uma base de comparação alta, já que foi a atividade que mais cresceu no período de pandemia e, para este ano, as perspectivas não foram tão positivas, em ano de bienalidade negativa para o café e com a ocorrência de fatores climáticos adversos na época do plantio de alguns grãos", afirma a coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis.

Já o crescimento dos serviços foi puxado por outras atividades (4,4%), que reúnem diversos serviços prestados às famílias. "Com o avanço da vacinação contra Covid-19 e o consequente aumento da mobilidade e reabertura da economia, as famílias passaram a consumir menos bens e mais serviços.", comenta Palis.

Pela ótica da oferta, o setor de serviços responde por cerca de 70% do PIB brasileiro. Envolve uma grande variedade de negócios, de pequenos comércios a instituições financeiras e de ensino. Também é o principal empregador no país.

Na pandemia, a prestação de serviços sofreu um choque diante das restrições que buscavam frear a disseminação do coronavírus. O impacto ocorreu porque o segmento reúne empresas dependentes do movimento presencial de clientes, incluindo bares, restaurantes e hotéis.

Com o avanço da vacinação contra a Covid-19, a perspectiva ficou mais positiva para a reta final do ano. Porém, a disparada da inflação e as dificuldades no mercado de trabalho desafiam uma recuperação mais consistente nos próximos meses. Os dois fatores, em conjunto, diminuem o poder de compra da população.

Além dos consumidores, as empresas de serviços e indústria também sentem a pressão inflacionária. Isso ocorre porque itens como energia elétrica e combustíveis ficaram mais caros em 2021, elevando os custos de operação dos negócios.

A indústria tem uma dificuldade adicional: a escassez de insumos. O setor automotivo, por exemplo, chegou a paralisar linhas de produção devido à falta de itens como chips. Essa escassez tem sido acompanhada pela alta dos preços das mercadorias para as fábricas.

A agropecuária, por sua vez, foi prejudicada ao longo deste ano por condições climáticas adversas. A seca e o registro de geadas afetaram diferentes plantações no Brasil.

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O setor agropecuário tampouco escapou da alta dos preços de insumos. Mercadorias importadas, como fertilizantes, ficaram mais caras na pandemia com a demanda aquecida e o dólar alto.

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