Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

  • Início
  • Economia
  • Secretário encontra Bolsonaro para explicar fala sobre congelar aposentadoria
Polêmica do Renda Brasil

Secretário encontra Bolsonaro para explicar fala sobre congelar aposentadoria

Opiniões sobre qual deve ser o destino de Waldery Rodrigues ainda são divididas. Dentro da equipe econômica há quem fale que a situação para ele ficou insustentável

Publicado em 15 de Setembro de 2020 às 21:03

Redação de A Gazeta

Publicado em 

15 set 2020 às 21:03
O secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues
O secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues Crédito: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
O secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, encontrou o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na tarde desta terça-feira (15) para esclarecer os comentários que fez anteriormente sobre o congelamento das aposentadorias.
Segundo relatos, Waldery encontrou o presidente fora da agenda oficial para esclarecer a proposta defendida por ele em entrevista ao portal G1 de congelar por dois anos o reajuste dos aposentados e teria falado em tom de desculpas pelos ruídos.
Integrantes da Economia ouvidos pela reportagem receberam a informação do encontro com alívio, por verem no gesto um movimento que contribuiria para pacificar os ânimos e diminuir a pressão sobre a saída do secretário.
Uma eventual demissão no calor do momento seria vista, ao menos para parte dos membros da Economia, como algo ainda pior para a equipe de Paulo Guedes ao representar uma perda de respaldo às propostas estudadas pelo time de técnicos.
A fritura de Waldery ocorre em um momento em que o Ministério da Economia como um todo está sob pressão do restante do governo, que demanda sobretudo mais recursos do Tesouro. O secretário é um dos principais defensores da responsabilidade fiscal e de regras como o teto de gastos.
Apesar de receber críticas de colegas, inclusive por sua linguagem batizada de "hermética", Waldery é mencionado no Ministério como alguém honesto politicamente e a postura de encontrar o presidente teria coerência com essa personalidade, segundo os relatos.
Na equipe econômica, outros integrantes ouvidos ficaram irritados com a entrevista de Waldery. A interpretação de interlocutores do ministro é que ele pode ser considerado um excelente técnico e oferecer cardápios de soluções, mas não poderia se comportar como um porta-voz do governo publicamente.
Essa postura de porta-vozes, segundo membros, é herança de uma fase anterior da pasta, que precede a reformulação da interlocução política do governo. Naquela época, o Ministério tinha que ir a campo defender suas propostas e as falas públicas dos integrantes eram mais frequentes. Agora, esse cenário teria mudado e certos membros ainda precisariam ser "enquadrados".
As opiniões sobre qual deve ser o destino do secretário ainda são divididas. Dentro da equipe econômica há quem fale que a situação para ele ficou insustentável. Por outro lado, até na cúpula do Ministério há quem defenda que não é o caso de demissão por causa do episódio.
A decisão seria somente de Guedes, que ainda não comunicou claramente à equipe qual o destino de seu secretário especial de Fazenda.
Waldery virou alvo das pressões nesta terça-feira (15) pela manhã, quando Bolsonaro publicou vídeo em redes sociais em que comentava matérias de jornais impressos do dia. Entre elas, manchete da Folha de S.Paulo sobre o plano do governo de revisar cerca de 2 milhões de benefícios destinados a idosos e deficientes para poupar R$ 10 bilhões por ano.
As outras matérias tratavam do plano comentado por Waldery ao portal G1, sobre congelamento de aposentadorias por dois anos, para bancar o Renda Brasil.
A ideia de congelar o valor dos benefícios, segundo Waldery, seria incorporada à PEC (proposta de Emenda à Constituição) do Pacto Federativo, relatada pelo senador Márcio Bittar (MDB-AC) no Congresso. O tema não está no texto original enviado aos parlamentares, mas o secretário disse que a inclusão seria negociada com o senador.
Bolsonaro ameaçou com "cartão vermelho" integrantes da equipe econômica que defenderem medidas como o corte de benefícios de aposentados e portadores de deficiência. "Até 2022, no meu governo, está proibido falar a palavra Renda Brasil. Vamos continuar com o Bolsa Família. E ponto final", afirmou.
Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Quase mil pessoas são presas após confrontos em mais um dia de protestos em massa na França
Imagem de destaque
Pesquisa mostra vantagem de Pazolini, mesmo com esforço de Ricardo, diz diretor da Quaest
A Gazeta terá cobertura em tempo real para o segundo turno das Eleições 2026
2º turno das Eleições 2026: acompanhe a votação no ES em tempo real

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados

Fale com a gente

Escolha o canal de sua preferência para assinar A Gazeta ou tirar dúvidas.