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O que se sabe até agora

Saques do FGTS poderão ser feitos de agosto de 2019 a março de 2020

Ministro da Casa Civil disse que haverá uma regra de proporção que levará em conta o saldo guardado pelo trabalhador. "Quem tem pouco pode tirar percentual maior", afirmou Onyx Lorenzoni

Publicado em 24 de Julho de 2019 às 13:23

Publicado em 

24 jul 2019 às 13:23
Trabalhadores buscam resgate do FGTS em uma das agências da Caixa em Vitória Crédito: Edson Chagas/Arquivo
O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, afirmou que o limite máximo de saque de R$ 500 do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) valerá para cada conta ativa ou inativa do trabalhador. Ele disse que os saques poderão ser feitos de agosto deste ano até março de 2020.
O anúncio da medida será feito na tarde desta quarta-feira (24), no Palácio do Planalto, em Brasília. Segundo ele, além do teto de R$ 500, haverá uma regra de proporcionalidade para calcular o valor de retirada.
Em entrevista à Rádio Gaúcha, Onyx explicou que o percentual de liberação será determinado pelo saldo da conta. Os trabalhadores que tiverem menos recursos guardados poderão sacar uma proporção maior.
O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni Crédito: José Cruz/Agência Brasil
"O limite é de R$ 500. Aí tem uma proporção que vai ser apresentada. Vai ter uma proporcionalidade. Quem tem pouco pode tirar percentual maior. E quem tem mais pode tirar um percentual menor", disse.
Segundo ele, serão liberados R$ 40 bilhões do FGTS - R$ 30 bilhões em 2019 e R$ 10 bilhões em 2020 - e mais R$ 2 bilhões do PIS/Pasep. A retirada será no mês de aniversário da conta do trabalhador, de agosto de 2019 a março de 2020.
Ele explicou que, caso o mês de aniversário não esteja inserido no período, haverá um calendário de retirada preparado pela Caixa.
"Será para todas as faixas de trabalhadores e a retirada será opcional. O trabalhador terá toda a liberdade de usar ou não esse dinheiro. Hoje, há 63 milhões de pessoas com dívidas registradas no Serasa", explicou.
LIMITE
O limite máximo é menor do que o especulado anteriormente, com saques que iriam até R$ 3.000, número próximo à média de endividamento do brasileiro.
Segundo dados do SPC (Serviço de Proteção ao Crédito) e da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) de junho, o inadimplente deve, em média, R$ 3.252,70. A maior parte dos atrasos se concentra em contas de água e luz.
Até abril deste ano, cerca de 41% da população adulta, 62,6 milhões de brasileiros, estavam no vermelho.

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