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Santa Teresa se prepara para colher 900 toneladas de uva

Município da Região Serrana iniciou neste mês a colheita da fruta, que deve ir até março

Publicado em 06 de Janeiro de 2019 às 22:35

Siumara Gonçalves

Publicado em 

06 jan 2019 às 22:35
Colheita da uva ocorre em julho e agosto em Santa Maria de Jetibá Crédito: Divulgação
Janeiro é o mês de início da colheita de uva na Região Serrana do Estado. No município de Santa Teresa, um dos principais produtores do Espírito Santo, o fruto da videira começa a colorir as ramas das parreiras. Neste ano, a expectativa é de uma safra de 900 toneladas, quantidade similar à de 2018.
Segundo o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), são 45 hectares de área plantada com videiras que já estão em fase de produção e mais 15 hectares que ainda estão em formação.
“Em média, os produtores colhem cerca de 20 toneladas de uva por hectare plantado no município”, explica o extensionista do Incaper de Santa Teresa, Cássio Venturini.
A uva teresense tem um sabor especial pois Santa Teresa tem duas principais regiões de plantio. De acordo com o extensionista, uma área é mais fria e a outra quente. “A segunda está localizada na parte mais baixa da cidade. Essa tem um nível de insolação mais elevado o que confere mais sabor à uva e faz com que o fruto fique mais doce”, conta.
Neste ano, a colheita da uva, no município, começou um pouco atrasada, na primeira semana de janeiro. Como os produtores retardaram a poda do parreiral, os frutos chegaram ao ponto de colheita um pouco mais tarde do que de costume, com isso, essa safra deve terminar em março.
Segundo o Incaper, a vitivinicultura está presente em 600 propriedades rurais espalhadas em 40 das 78 cidades capixabas. Outros municípios que também tem expressividade na produção da fruta são Alfredo Chaves, Santa Maria de Jetibá, Domingos Martins e Venda Nova do Imigrante.
No Estado, o cultivo da uva envolve em torno de mil produtores e ocupa uma área de mais de 200 hectares. A variedade niágara ocupa a maior parte das plantações capixabas. Na última safra 2017/2018, o Estado produziu cerca de 3 mil toneladas da fruta, sendo 90% destinada ao consumo in natura e 10% para processamento.
vinhedos
Na região de Tabocas, em Santa Teresa, os produtores estão aproveitando a colheita para transformar o fruto da videira em vinho de alta qualidade.
A receita italiana dos bisavós do vinicultor Zósimo Carlini, 62 anos, atravessou gerações para conquistar o paladar dos turistas que passam pela propriedade dele. Há 14 anos ele tornou a bebida feita para o consumo da família em fonte de renda.
“Eu tenho nove variedades de uva na propriedade para produzir diferentes tipos de vinho, desde o seco até o vinho branco. Ao todo já são 11 variedades de vinho feitas por mim, minha esposa e meu filho”, conta orgulhoso.
Por ano, a propriedade dele produz 40 toneladas de uva e de 8 mil a 9 mil garrafas de vinho. Segundo Zósimo, o vinho mais pedido é uma criação dele que mistura a uva violeta com a uva isabel. “Esse é o nosso carro chefe. A violeta é uma uva tinta. Essa bebida é encorpada, saborosa e com pouquíssima acidez”, comenta.
No Estado, as variedades mais cultivadas para a produção de vinhos são: cabernet sauvignon, tannat, bordô, BRS Lorena e moscato Embrapa. Já para a produção de suco de uva as variedades bordô, BRS Carmem, BRS Cora, BRS Violeta e Isabel Precoce.
O Zósimo é um dos cinco produtores de Santa Teresa que possuem o Registro de Estabelecimentos de Bebidas em Geral e de Derivados da Uva e do Vinho do Ministério da Agricultura (Mapa), que é fundamental para a comercialização do vinho em todo o país. 
 

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