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Retirada de estímulo fará parcela mais pobre reduzir consumo, diz BC

De acordo com o diretor de Política Econômica do Banco Central, Fabio Kanczuk, a retirada do estímulo econômico vai causar solavancos

Publicado em 06 de Novembro de 2020 às 17:33

Redação de A Gazeta

Publicado em 

06 nov 2020 às 17:33
Pagamento em dinheiro
Pagamento em dinheiro Crédito: Siumara Gonçalves
O diretor de Política Econômica do Banco Central, Fabio Kanczuk, repetiu nesta sexta-feira (06) que o volume e o timing dos auxílios governamentais na pandemia tiveram impacto direto na recuperação econômica não apenas no Brasil, como em outros países. "Quando os auxílios forem retirados, haverá um impacto sim. Voltaremos a ter uma queda de demanda, e talvez uma reabertura do hiato do produto", apontou, em participação no evento Macro Vision 2020 organizado pelo banco Itaú.
Ele lembrou que o auxílio emergencial recuperou a renda geral pré-pandemia, mas o consumo caiu bastante. "Foi feita uma tremenda poupança adicional, que pode ser consumida quando o estímulo for retirado, mas isso muda muito quando se olha o quartil de renda. A parcela da população mais pobre aumentou o consumo, não fez poupança e irá consumir menos", avaliou. "A retirada do estímulo vai causar solavancos", completou.

OCIOSIDADE 

O diretor de Política Econômica do Banco Central alertou que o prolongamento da pandemia de covid-19 pode causar efeitos mais negativos para setores de serviços ainda impactos por medidas de distanciamento social.
"Alguns setores de bens mostram que não têm mais ociosidade, e até apresentam demanda forte causada em boa parte pelo auxílio emergencial. Já setores de serviços afetados pelo afastamento social seguem com ociosidade bem grande, com renda 40% abaixo da usual. Ainda estão vivos, mas pode se tornar uma situação preocupante se a pandemia se prolongar", afirmou Kanczuk.

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