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Reforma tributária não é adequada, afirma presidente do Itaú

O presidente do Itaú Unibanco, Candido Bracher também não vê como positiva a criação de um imposto semelhante à CPMF

Publicado em 05 de Agosto de 2020 às 10:23

Redação de A Gazeta

Publicado em 

05 ago 2020 às 10:23
Candido Bracher, presidente do Itaú Unibanco desde 2017
Candido Bracher, presidente do Itaú Unibanco desde 2017 Crédito: Zanone Fraissat/Folhapress
O presidente do Itaú Unibanco, Candido Bracher, afirmou que a busca pelo equilíbrio fiscal é essencial após o aumento do endividamento público por causa da pandemia, mas não deve ocorrer via a elevação de impostos. A atual reforma tributária em discussão, na sua visão, não é a mais "adequada" e "ideal" na medida em que eleva a carga para o sistema financeiro, o que deve aumentar o custo do dinheiro.
"O equilíbrio fiscal após a expansão de gastos necessária em função da crise é muito importante, mas não deve ser buscado em função da carga de impostos, que já é extremamente elevada", disse, em teleconferência com a imprensa nesta terça (4).

Para ele, o aumento de impostos atua no "sentido contrário da expansão da economia". É preciso buscar, conforme ele, a simplificação de impostos e aqueles que "atrapalham menos o funcionamento da economia".

"Esperamos uma reforma tributária racional e que simplifique impostos. A que estamos vendo, não avaliamos todos os pontos, tem aumento de carga no sistema financeiro, o que inexoravelmente provoca aumento do custo do dinheiro. Não me parece adequada, ideal", destacou o presidente do Itaú.

A primeira fase da reforma tributária proposta pelo governo federal prevê a Contribuição de Bens e Serviços (CBS), resultado da unificação do PIS e Cofins. No caso dos bancos, está prevista uma alíquota de 5,8%, acima do que os pagam hoje, de 4,65%.

Ele também não vê como positiva a criação de um imposto semelhante à CPMF. "A CPMF não me parece ser o imposto mais eficiente, além de prejudicar cadeias econômicas com muitos agentes", avaliou.
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