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Polêmica

Procon cobra soluções de aplicativos de entrega após denúncias de golpes

Entregadores da Rappi e do iFood são acusados de cobrança de taxa que chega a R$ 5.000 na pandemia de coronavírus

Publicado em 25 de Abril de 2020 às 20:56

Redação de A Gazeta

Publicado em 

25 abr 2020 às 20:56
Entregadores Ifood
Golpe envolve 'entregadores' da comida Crédito: Fernando Madeira
Os serviços de entrega de comida e outros itens têm crescido cada dia mais durante a pandemia do novo coronavírus, com a quarentena que sugere o isolamento social. Apesar da comodidade, alguns clientes dos aplicativos como Rappi e iFood se queixam de golpes na hora da entrega da comida.
Para investigar os casos, o Procon-SP (Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor de SP) foi acionado e cobrou soluções das empresas. Em nota oficial, a órgão pediu esclarecimentos e detalhou a fraude realizada por alguns entregadores.
O golpe ocorre quando o "entregador" diz ao cliente que ele precisa pagar uma taxa adicional, por meio de uma máquina de crédito ou débito, que tem o visor danificado, fazendo com que o consumidor não consiga conferir o valor que está sendo cobrado.
"Posteriormente o cliente descobre que o valor debitado é superior: há casos de cobrança entre R$ 1.000 e R$ 5.000. Os consumidores lesados tentaram contato com o serviço de atendimento do aplicativo, mas sem solução definitiva", diz a nota.
Intimado para informar ao órgão sobre os registros de aplicação do golpe e quais serão as medidas tomadas contra ele, o iFood informou ter identificado 28 casos envolvendo possíveis fraudes e, para sanar o problema, optou por desativar os pagamentos offline, com dinheiro ou máquina de cartão, disponibilizando a entrega sem contato.
Apesar disso, o Procon reclamou sobre a transferência de responsabilidade para o consumidor, quando a empresa orientou os clientes a procurarem as instituições financeiras e administradoras de seus cartões, além de registrar boletim de ocorrência sobre o caso.
Em nota enviada ao Agora, o iFood disse que "não recebeu oficialmente nenhuma notificação" do Procon e segue à disposição. "A empresa repudia qualquer desvio de conduta por qualquer um dos usuários cadastrados na plataforma, sejam eles parceiros de entrega, estabelecimentos ou usuários finais".
Já a Rappi destaca que "não opera com máquinas de cartão de crédito ou débito e reforça que não há nenhuma prática de cobrança de taxa extra". Nota da empresa diz ainda que, "caso o usuário queira dar gorjetas ao entregador, isso também deve ser feito por meio do aplicativo, para garantir a segurança de todos".
As duas empresas informaram que analisam as reclamações dos clientes. Para consumidores que tenham sido lesados, a orientação é que seja feita uma reclamação por meio do site do Procon: https://www.procon.sp.gov.br/.

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