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Pesquisa aponta estagnação salarial de altos executivos em 2018

O levantamento apontou, por outro lado, que gratificações como bônus e incentivos de longo prazo foram melhores do que nos anos anteriores

Publicado em 03/05/2019 às 14h18
Pesquisa aponta estagnação salarial de executivos de alto escalão em 2018. Crédito: Pexels
Pesquisa aponta estagnação salarial de executivos de alto escalão em 2018. Crédito: Pexels

De acordo com pesquisa divulgada nesta sexta-feira (3) pela Page Executive, empresa especializada no recrutamento de executivos de alto escalão, a remuneração mensal fixa de presidentes e executivos ficou praticamente inalterada em 2018, com leve acréscimo de 0,5%.

O levantamento apontou, por outro lado, que gratificações como bônus e incentivos de longo prazo foram melhores do que nos anos anteriores e contribuíram para uma alta de 5,7% na remuneração média anual desse público.

O estudo foi realizado no último trimestre de 2018 e entrevistou 1,150 presidentes e diretores executivos de cerca de 60 empresas de pequeno, médio e grande porte, de diversos setores do mercado brasileiro.

A remuneração desses profissionais foi classificada em quatro faixas, de acordo com o porte de faturamento da empresa em que atuam: até R$ 100 milhões, de R$ 100 milhões a R$ 500 milhões, de R$ 500 milhões a R$ 1 bilhão e acima de R$ 1 bilhão.

Para Fernando Andraus, diretor executivo da Page Executive, o estudo mostra que o alto escalão também acabou sendo impactado pelos percalços econômicos, embora as gratificações tenham, de certa forma, compensado os resultados.

"O que vimos foi uma estagnação na remuneração mensal fixa desses executivos. Os bônus e incentivos de longo prazo ajudaram presidentes e diretores executivos a terem uma melhor remuneração anual em 2018, com destaque especial para diretores financeiros e de tecnologia", explica.

ECONOMIA ESTAGNADA

De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a economia brasileira repetiu o desempenho de 2017 e cresceu 1,1% em 2018.

O ritmo de atividade se manteve similar a 2017, desapontando economistas que haviam iniciado 2018 com expectativa de crescimento perto de 3% para o ano.

O ritmo foi considerado desanimador por especialistas, que avaliam um desempenho fraco similar para 2019.

A mais recente pesquisa Focus, feita pelo BC com analistas de mercado, estimou uma alta de 1,7% para o PIB neste ano. Há 12 meses, as projeções estavam em 3%.

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