Sair
Assine
Entrar

  • Início
  • Economia
  • Novo ministro de Minas e Energia quer mudar política de preços de combustíveis
Governo Lula

Novo ministro de Minas e Energia quer mudar política de preços de combustíveis

Alexandre Silveira citou como uma das prioridades da pasta ampliar refinarias. Ele anunciou a criação de uma Secretaria de Transição Energética

Publicado em 02 de Janeiro de 2023 às 20:49

Agência FolhaPress

Publicado em 

02 jan 2023 às 20:49
Alexandre Silveira, ministro de Minas e Energia
Alexandre Silveira, ministro de Minas e Energia Crédito: MME/Divulgação
O senador Alexandre Silveira (PSD-MG), 52 anos, tomou posse nesta segunda-feira (2) como ministro das Minas e Energia do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e citou como uma das prioridades da pasta ampliar refinarias. A respeito do preço dos combustíveis, Silveira afirmou ser preciso "implementar um desenho de mercado que promova a competição, mas preserve o consumidor da volatilidade do preço dos combustíveis".
"É muito difícil explicar ao povo brasileiro que somos o paraíso dos biocombustíveis e temos a riqueza do pré-sal, mas que ele ficará inevitavelmente à mercê dos preços das commodities internacionais", disse.
"Apesar de sermos, muito graças a Petrobras, o maior produtor de petróleo da América Latina, nossa capacidade de refino deficitária nos torna reféns da importação de derivados de petróleo e gás natural, deixando o mercado nacional exposto às constantes e abruptas oscilações internacionais de preços. Alguma coisa estamos fazendo de forma equivocada", completou.
A possibilidade de intervenção do governo na política de preços da Petrobras é um dos principais temores do mercado diante da nova gestão do Planalto.
Neste domingo (1º), após tomar posse, Lula assinou a MP (medida provisória) que prorroga a desoneração de combustíveis no país, medida criada por Jair Bolsonaro (PL) em meio ao avanço dos preços do petróleo e que tinha como prazo 31 de dezembro de 2022. A decisão foi tomada para evitar um aumento expressivo nos postos de gasolina logo no começo do mandato do novo chefe do Executivo.
A decisão, somada ao discurso do novo presidente e a retirada de estatais do programa de privatizações, levou a Bolsa a cair 3% nesta segunda. No mercado de câmbio, o dólar comercial à vista fechou o pregão com alta de 1,47% sobre o real, cotado a R$ 5,3570.
Silveira anunciou também a criação de uma Secretaria de Transição Energética. Ele defendeu que o país seja líder mundial em energia limpa.
Seguindo a linha de Lula, Silveira declarou que irá "exterminar a miséria elétrica" e que irá concluir o programa Luz para Todos.
Em um momento de emoção e sob aplausos da plateia, o novo ministro afirmou que as tragédias de Mariana e Brumadinho, em Minas Gerais, não serão esquecidas e prometeu "investir recursos e reforços na fiscalização ferrenha de barragens". "Minha mais profunda solidariedade com os atingidos", emendou.
Outra prioridade da pasta, segundo o ministro, será ampliar e expandir as refinarias, algo que ele definiu como urgente.
Em seu discurso, o ministro destacou a preocupação ambiental e social. Segundo ele, os recursos precisam ser "explorados de forma oportuna, sustentável e racional".
A respeito da criação da Secretaria de Transição Energética, Silveira defendeu a energia de baixo carbono e disse que é preciso colocar a "matriz energética brasileira na vanguarda mundial da sustentabilidade".
O ministro declarou que o gás natural e os biocombustíveis devem ser melhor aproveitados.
O PSD de Gilberto Kassab, partido que Lula atraiu para a base de governo, indicou três ministros - Silveira, André de Paula (PE) na Pesca e Carlos Fávaro (MT) na Agricultura.

Quem é Alexandre Silveira

Silveira foi deputado federal, diretor-geral do DNIT e secretário das pastas de Gestão Metropolitana e Saúde em Minas Gerais. É aliado do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG) e do ex-governador mineiro e ministro do TCU (Tribunal de Contas da União) Antonio Anastasia.
Como mostrou o Painel, os petistas viram com bons olhos a indicação de Silveira já que, na eleição, ele se empenhou para barrar a virada de Jair Bolsonaro (PL) em Minas Gerais, onde a diferença foi de apenas 49,6 mil votos.
O auditório do ministério ficou lotado, e muitos convidados assistiram à cerimônia em pé. Estavam presentes deputados e prefeitos, além do indicado para presidir a Petrobras, senador Jean Paul Prates (PT-RN), e do ex-ministro de Minas e Energia Bento Albuquerque, que atuou no governo Michel Temer (MDB).
No palco, fizeram parte da cerimônia a ministra do Turismo, Daniela Carneiro (União), o senador Otto Alencar (PSD-BA) e o vice-governador de Minas Gerais, Matheus Simões (Novo).

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem BBC Brasil
O acidente que levou farmacêutico a inventar os palitos de fósforo
Binário entre a Rodovia do Sol e a Avenida Saturnino Rangel Mauro, em Vila Velha
Postes na Rodovia do Sol vão ser removidos a partir de segunda (1º)
Motociclista de 51 anos morreu após cair da moto que pilotava na BR 101, em Linhares
Motociclista morre após cair de moto em acidente na BR 101 em Linhares

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados