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Nomeação

Ministros do TCU avaliam barrar permanência de auditores na diretoria do BNDES

Posse de membros do tribunal na diretoria do banco gera apreensões sobre possível constrangimento para a realização de auditorias

Publicado em 18 de Julho de 2019 às 10:28

Publicado em 

18 jul 2019 às 10:28
Prédio do BNDES Crédito: Mônica Imbuzeiro
Ministros do TCU (Tribunal de Contas da União) avaliam barrar a nomeação de um dos auditores do tribunal para a diretoria do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).
Adalberto Vasconcellos e Alexandre Figueiredo Costa Silva Marques tomaram posse no banco nesta terça-feira (16) como diretores de relações institucionais e de compliance (governança e mecanismos de controle), respectivamente.
Saulo Benigno Puttini, ex-auditor do TCU, também tomou posse na diretoria jurídica do banco. Ele tinha pedido exoneração há cerca de um ano para cuidar da área de compliance de um grande banco privado em São Paulo.
Uma das ideias dos ministros do TCU é permitir que Adalberto Vasconcellos siga como diretor e vetar Silva Marques. Isso porque Vasconcellos já estava cedido ao governo federal desde o início do governo do ex-presidente Michel Temer. Ele comandava o PPI (Programa de Parcerias de Investimentos). Seria, portanto, somente uma troca de função dentro do governo.
Outra posição é a de permitir que os dois sigam nos cargos e que, a partir de agora, nenhum outro auditor do TCU possa trabalhar em outro local.
Até o momento, cerca de oito auditores atuam fora do tribunal e existem outros pedidos de transferência para estatais.
O caso chegou ao gabinete do ministro da Economia, Paulo Guedes, a quem o banco está subordinado, e uma solução deve ser dada ainda nesta semana, segundo pessoas que participam das discussões.
O BNDES integra a administração pública federal e é submetido a auditorias regulares do TCU, órgão auxiliar do Legislativo. Muitos processos questionaram os investimentos feitos pelo banco, especialmente em empresas pegas pela operação Lava Jato.
Alguns ministros consideram que a posse de auditores em cargos de comando do BNDES constrange o tribunal. Para eles, seria como se uma gigante da auditoria dos balanços de empresas, como a PricewaterhouseCoopers ou a KPMG, estivesse indicando um de seus auditores para fazer parte do conselho de administração da empresa por ela auditada.
Outra preocupação dos ministros é parecer que o tribunal criou embaraços para que seus auditores conseguissem, posteriormente, cargos nessas instituições.

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