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"Escassez Hídrica"

Ministro admite grave crise de energia e pede para evitar até ferro de passar

O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, disse que a crise hídrica se agravou e voltou a pedir esforço da população e empresas para reduzirem o consumo de energia elétrica

Publicado em 01 de Setembro de 2021 às 08:27

Agência FolhaPress

Publicado em 

01 set 2021 às 08:27
O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, durante pronunciamento sobre  pressão dos combustí­veis e a polí­tica de reajustes adotada pela Petrobras.
O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, durante pronunciamento sobre pressão dos combustí­veis e a polí­tica de reajustes adotada pela Petrobras. Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, disse nesta terça-feira (31) que a crise hídrica se agravou e voltou a pedir esforço da população e empresas para reduzirem o consumo de energia elétrica.
"Hoje, eu me dirijo novamente a todos para informar que a nossa condição hidroenergética se agravou. O período de chuvas na região Sul foi pior que o esperado. Como consequência, os níveis dos reservatórios de nossas usinas hidrelétricas das regiões Sudeste e Centro-Oeste sofreram redução maior do que a prevista", afirmou em pronunciamento em rede nacional de rádio e TV.
Em junho, em outro pronunciamento, o ministro havia pedido que a população poupe energia e água para enfrentar a crise hídrica.
A falta de chuvas deixou os reservatórios das hidrelétricas em seu pior nível em 91 anos e tem forçado o governo a tomar medidas para afastar o risco de racionamento de energia.
Nesta terça, o ministro destacou a importância de se evitar o desperdício do consumo de energia. No pronunciamento, ele deu alguns exemplos:
"Desligando luzes e aparelhos que não estão em uso, aproveitando mais a luz natural, reduzindo a utilização de equipamentos que consomem muita energia como chuveiros elétricos, condicionadores de ar e ferros de passar."
Segundo Bento, a população deve dar preferência para o uso desses equipamentos durante o período da manhã e nos finais de semana.

TERMELÉTRICAS

Para manter o fornecimento do sistema elétrico, o governo tem usado usinas termelétricas, que geram energia a custo mais elevado.
"Como todos os recursos mais baratos já estavam sendo utilizados, esta eletricidade adicional proveniente de geração termelétrica e de importação de energia custará mais caro", disse o ministro.
A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) anunciou nesta terça uma medida que vai elevar o custo da conta de luz. Foi criada uma nova bandeira tarifária para fazer frente ao aumento dos custos decorrente do agravamento da crise hídrica.
Chamada de "Escassez Hídrica", a nova bandeira custará R$ 14,20 a cada 100 kWh (quilowatt-hora) e vigora a partir desta quarta-feira (1°) até abril de 2022.
O Ministério de Minas e Energia evita a criação de um programa de racionamento, algo compulsório. Na semana passada, Bento anunciou um plano de descontos na conta de luz aos consumidores do ambiente regulado (residencial e empresarial) que, voluntariamente, economizassem energia em horários de pico.
"Necessitaremos recuperar nossos reservatórios. Isso vai levar tempo, pois dependemos, além do empenho de todos nós, também, das chuvas. É por isso que, nesse momento de escassez, precisamos, mais do que nunca, usar nossa água e nossa energia de forma consciente e responsável", afirmou o ministro no pronunciamento desta terça.
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