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Renegociação

Mais de 7 mil famílias no ES têm direito a renegociar dívida imobiliária

Inadimplentes poderão renegociar seus débitos a partir da próxima segunda-feira (10)

Publicado em 06 de Junho de 2019 às 21:26

Publicado em 

06 jun 2019 às 21:26
Imóveis em Vitória: pacote do governo prevê medidas que mexem em regulamentações do setor imobiliário Crédito: divulgação
No Espírito Santo, 7.578 famílias poderão renegociar suas dívidas imobiliárias em atraso na Caixa Econômica Federal. A nova análise dos débitos pode ser feita, a partir da próxima segunda-feira (10), por quem estiver inadimplente por até dois anos. 
Quem tem contrato do Minha Casa Minha Vida e ou usa empréstimos do Sistema Financeiro de Habitação (SFH) e do Sistema Financeiro Imobiliário (SFI) tem direito à nova análise. Segundo a caixa, o mutuário ainda terá a possibilidade de usar o saldo do Fundo de Garantia (FGTS) para reduzir uma parte do valor das prestações. Além disso, poderá solicitar a mudança da data de vencimento do débito.
Atualmente, a Caixa tem 5,2 milhões de contratos de crédito imobiliário ativos em todo o Brasil. Desse total, 589 mil estão com atrasos, o que representa 11% dos contratos ativos.
Segundo presidente da Caixa, Pedro Guimarães, os atrasos de pagamentos já contabilizam R$ 10,1 bilhões. A expectativa, com a ação, é que os pagamentos dos débitos gere de R$ 500 milhões a R$ 1 bilhão para a Caixa neste ano.
O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado do Espírito Santo (Sinduscon), Paulo Baraona, analisa que essa ação terá forte impacto no mercado de imóveis.
"Hoje, o banco tem um problema muito grande com o número de imóveis que vem tomando por causa da inadimplência. Esse volume acaba instabilizando o mercado, porque se o banco colocar todos esses imóveis de volta no mercado, de uma única vez, os preços caem", comenta.
OPÇÕES
A Caixa disponibilizou quatro opções para que os devedores fiquem adimplente. Elas variam de acordo com a situação em que a pessoa se encontra.
Na primeira, o mutuário deve dar uma entrada à vista e o valor das parcelas em atraso será  incorporado nas próximas prestações. No país, essa modalidade estará disponível para 111 mil famílias, que devem R$ 1,8 bilhão.
A segunda opção é válida para outras 237 mil famílias, que juntas tem R$ 4 bilhões em dívidas. Neste caso, a família pagará a prestação mais antiga da dívida, com correção monetária, e juntar o saldo que deve ao resto do financiamento.
Já para 51 mil famílias com atrasos superiores a 180 dias, e que somam R$ 900 milhões em dívidas, há a possibilidade do perdão de multa e juros moratórios ao pagarem a primeira prestação da entrada.
Por último, está o caso das 15 mil famílias prestes a perderem seus imóveis. O débito delas chega a R$ 300 milhões. Para ficarem adimplentes, basta realizar o pagamento de uma prestação.
As pessoas que não se enquadrarem em uma dessas quatro condições poderão procurar as agências da Caixa para verificar a possibilidade de acordo com o banco.
SAIBA MAIS
Quais são as opções de renegociação?
São 4 situações de negociação:
1.  Empréstimos com atrasos recorrentes pagamento de 1 prestação e incorporando as demais. Contratos nessas condições somam R$ 1,8 bilhão.
2.  Pagamento da prestação mais antiga atualizada, incorporar ao saldo devedor as demais parcelas pendentes. Contratos nessas condições somam R$ 4 bilhões.
3.  Atrasos superiores a 180 dias, poderão ter dispensa de multa e juros moratórios pagando 1 parcela de entrada. Contratos nessas condições somam R$ 900 milhões.
4. Pessoas na iminência de ter o imóvel retomado poderão pagar uma prestação de entrada, renegociar as dívidas em atraso incorporando no saldo devedor e manter seu contrato adimplente. Contratos nessas condições somam R$ 300 milhões.
Como posso renegociar?
A renegociação pode ser feita pelo site da Caixa ou pelo site www.negociardividas.caixa.gov.br. O banco disponibilizou ainda um número de telefone (0800 726 8068, opção 8).
Também será possível negociar em agências da Caixa, pelo Twitter (twitter.com/caixa) ou pelo messenger do Facebook (facebook.com/caixa).
O banco vai consultar o cliente para saber qual a melhor forma de enviar o boleto.

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