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PEC no Senado

Maioria das emendas ao orçamento de guerra trata de superpoderes do BC

Maior parte das 52 emendas à PEC, prevista para ser votada pelo Senado na quarta (15), trata de alteração no artigo que se refere à atuação do Banco Central na compra de títulos privados, maior divergência entre os senadores

Publicado em 13 de Abril de 2020 às 17:10

Redação de A Gazeta

Publicado em 

13 abr 2020 às 17:10
A maioria das 52 emendas à PEC do "orçamento de guerra", prevista para ser votada de forma virtual pelo Senado na quarta-feira (15), trata de alteração no artigo que se refere à atuação do Banco Central (BC) na compra de títulos privados, maior divergência entre os senadores.
Fachada do Banco Central do Brasil
Fachada do Banco Central do Brasil: divergências sobre compra de títulos privados Crédito: Divulgação
Caso o texto aprovado pelos deputados seja modificado, a PEC precisa retornar para apreciação da Câmara.
Embora o BC alegue que sua atuação no mercado secundário, prevista pela proposta, vai se dar apenas em casos excepcionais, como o que foi feito em outros países que também enfrentam a pandemia do coronavírus, os senadores temem perder o controle pertencente à Casa de fiscalização das ações do banco.
Uma carta em branco, segundo relatam alguns parlamentares. "Aquele artigo que dá salvo conduto ao Banco Central é impossível de ser aprovado. Eu sou muito amigo do Roberto Campos [presidente do BC], e não vejo que ele consiga convencer os senadores do contrário. A questão não é ele, é quem estará lá amanhã. As pessoas podem mudar a qualquer momento, e não podemos dar essa carta em branco", disse o senador Major Olímpio (SP), líder do PSL.
Ainda na manhã desta segunda, os líderes partidários estiveram reunidos de forma virtual tratando das mudanças. Enquanto isso, o senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), relator da matéria, recebia as emendas dos parlamentares. A expectativa é que o texto seja alterado em consenso com todos os líderes antes do começo da sessão, marcada para 16h.
"O MDB é favorável à mudança do artigo que trata do Banco Central. Da forma como está, não podemos deixar passar", afirmou o senador Eduardo Braga (AM).
Na última quinta-feira (9), Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, fez uma apresentação aos senadores defendendo a manutenção do texto original.
O BC argumenta que a medida tem o objetivo de aumentar a liquidez de empresas, mas senadores alegam que o Tesouro Nacional pode ficar exposto a papéis com alto risco de inadimplência, o que pode prejudicar as finanças a longo prazo.
Pela proposta, o Tesouro tem de arcar, em todas as negociações, com 25% do valor dispendido. O ministro da Economia, Paulo Guedes, também entrou na defesa da medida, tendo reuniões separadas com as bancadas do Senado.
Atualmente, o Banco Central pode entrar nesse mercado, mas apenas de forma secundária: ele não poderá adquirir títulos diretamente das empresas que os emitem, mas poderá comprá-los de outros atores que já os tenham, como bancos e fundos de investimentos.
Mesmo valendo apenas para o período da pandemia, a medida é considerada polêmica e pode travar a tramitação da proposta.
Para além da possível inadimplência, que resultaria em dívidas para o Tesouro, alguns senadores afirmam que a PEC beneficia em excesso representantes do sistema financeiro, como bancos, e por isso cobram alterações no texto.
Uma das defensoras das mudanças é a presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Casa, Simone Tebet (MDB-MS). Devido ao estado de calamidade causado pela pandemia do coronavírus, a PEC não cumpriu os ritos normais de tramitação, não sendo analisada pela CCJ da Casa.

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