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Fim da jornada 6x1

Lula defende "jornadas de trabalho mais equilibradas" em G20 Social

A fala sobre a jornada de trabalho ocorre no momento em que o debate sobre a escala 6x1 (seis dias de trabalho e um de descanso semanal) ganhou força nas redes sociais nos últimos dias

Publicado em 16 de Novembro de 2024 às 16:35

Agência FolhaPress

Publicado em 

16 nov 2024 às 16:35
O presidente Lula afirmou neste sábado (16) no Rio de Janeiro, durante o encerramento do G20 Social, que os países do grupo das maiores economia do mundo devem discutir medidas para "promover jornadas de trabalho mais equilibradas".
A fala sobre a jornada de trabalho ocorre no momento em que o debate sobre a escala 6x1 (seis dias de trabalho e um de descanso semanal) ganhou força nas redes sociais nos últimos dias.
Ele não fez referência à bandeira. No Armazém 3, local do encerramento do evento, estudantes da Uerj seguravam uma enorme faixa sobre o tema.
"O G20 precisa discutir uma série de medidas para reduzir o custo de vida e promover jornadas de trabalho mais equilibradas. Precisa ouvir a juventude, que enfrentará as consequências das tarefas que deixarmos inacabadas", afirmou o presidente.
"Para chegar ao coração dos cidadãos comuns, os governos precisam romper com a dissonância cada vez maior entre a voz dos mercados e a voz das ruas. O neoliberalismo agravou a desigualdade econômica e política que hoje assola as democracias", disse ele.
O discurso foi feito durante o encerramento do G20 Social, evento promovido pelo Brasil junto com movimentos sociais antes da realização da Cúpula do Chefes de Estado do grupo, marcado para segunda (18) e terça-feira (19), também no Rio de Janeiro.
Carteira de Trabalho e previdência social
Carteira de Trabalho Crédito: Fernando Madeira
O debate sobre a escala 6x1 ganhou força com uma PEC (proposta de emenda constitucional) da deputada Erika Hilton (PSOL-SP). A proposta é a adoção de uma jornada de 36 horas semanais, dividida em quatro dias.
A redução da jornada de trabalho ganhou espaço em vários países, mas, no Brasil, ainda esbarra em questões como a dificuldade que o país tem em reduzir a informalidade e aumentar a produtividade de seus trabalhadores, de acordo com especialistas ouvidos pela reportagem.

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