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Produção industrial

Indústria cresce em junho, mas não recupera rombo da pandemia

A retomada gradual das atividades -principalmente no segmento automobilístico - em meio à pandemia da Covid-19 já havia feito a produção industrial do Brasil iniciar recuperação em maio

Publicado em 04 de Agosto de 2020 às 11:21

Redação de A Gazeta

Publicado em 

04 ago 2020 às 11:21
Indústria
O acumulado do primeiro semestre de 2020 registra um recuo de -10,9% na produção industrial Crédito: Pixabay
A produção industrial brasileira voltou a esboçar uma retomada no mês de maio, com alta de 8,9% na comparação com abril, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Porém, o setor ainda está longe de retomar os 26,6% perdidos em meio à pandemia.
A retomada gradual das atividades -principalmente no segmento automobilístico- em meio à pandemia da Covid-19 já havia feito a produção industrial do Brasil iniciar recuperação em maio, com crescimento de 8,2% em relação a abril. Os dois últimos meses juntos recuperaram parte das perdas na pandemia, segundo o IBGE.
O acumulado do primeiro semestre de 2020 registra um recuo de -10,9% na produção industrial. Em 12 meses, a queda foi de 5,6%, retração mais intensa desde dezembro de 2016, quando havia caído -6,4%. Em relação a junho de 2019, a indústria retraiu 9%, oitavo resultado negativo seguido nessa comparação.
Em abril, considerado o fundo do poço da indústria até o momento, o registro negativo havia superado até a queda de 11% de maio de 2018, quando ocorreu a greve dos caminhoneiros. Porém, aquela produção foi reposta no mês seguinte, algo que não aconteceu agora, já que as medidas de isolamento social continuaram em maio.
O primeiro óbito conhecido de Covid-19 no país ocorreu no dia 17 de março. A partir daí, com o avanço da doença, o país promoveu o distanciamento social como forma de combater a pandemia.
As medidas restritivas causaram efeitos econômicos e intensificaram o aumento do desemprego no Brasil, que chegou a 12,9% no trimestre encerrado em maio, e contribuiu para que 7,8 milhões de posto de trabalho fossem perdidos. A população ocupada teve uma queda recorde de 8,3% na comparação com o trimestre anterior.
O índice de desocupação de junho sofreu os efeitos do distanciamento social, já que pela primeira vez a pesquisa tem sido feita por telefone. Assim, a Pnad Contínua atrasou a divulgação, que ficou para o fim desta semana.

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