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Reforma

Inclusão de estados na Previdência é interrogação, diz Bolsonaro

Governadores de 25 estados se encontraram nesta terça-feira em Brasília para discutir o apoio à reforma da Previdência

Publicado em 11 de Junho de 2019 às 20:18

Publicado em 

11 jun 2019 às 20:18
Jair Bolsonaro, presidente da República Crédito: Fernando Frazão/Agência Brasil | Arquivo
A inclusão dos estados na reforma da Previdência ainda é interrogação e cabe ao Parlamento decidir sobre o tema, afirmou o presidente Jair Bolsonaro ao desembarcar em São Paulo nesta terça-feira (11).
"Cada dia na política vai-se de um lado para outro. Gostaria que todo o mundo fosse incluído e fosse uma reforma única. Mas, em grande parte, quem vai decidir é o Parlamento", disse.
Governadores de 25 estados se encontraram nesta terça-feira em Brasília para discutir o apoio à reforma. Uma manifestação favorável conjunta dos estados foi condicionada a mudanças em quatro pontos do projeto original, entre eles o funcionamento do BPC (Benefício de Prestação Continuada) pago a idosos pobres e da aposentadoria rural.
"[A reunião de governadores] terminou de forma positiva. Não houve deliberação ainda, mas houve um sentimento pela reforma, resguardado alguns pontos que foram objeto de entendimento com o relator [na comissão especial] Samuel Moreira e com a presença do [presidente da Câmara dos Deputados] Rodrigo Maia", disse o governador de São Paulo, João Doria, também presente no Aeroporto de Congonhas (zona sul de São Paulo).
Bolsonaro classificou a reunião de governadores como "frutífera, oportuna e bem-vinda". O presidente afirmou estar otimista pela aprovação de uma reforma com "quase nada sendo desidratado".
Sobre a liberação de crédito extra para destravar o pagamento de benefícios assistenciais e aposentadorias, Bolsonaro disse acreditar no "patriotismo do Parlamento" para votar o projeto entre esta terça e quarta-feira.
Mais cedo, a CMO (comissão mista de Orçamento) do Congresso aprovou o projeto que autoriza um crédito extra de R$ 248,9 bilhões. Para conseguir o apoio da oposição, o governo se comprometeu a liberar R$ 1 bilhão dos recursos contingenciados para educação.
"Nós queremos honrar compromissos exatamente com os que mais necessitam", disse Bolsonaro.

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