Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

  • Início
  • Economia
  • Importadores querem rever acordo entre Petrobras e Cade sobre refinarias
Práticas de concorrência

Importadores querem rever acordo entre Petrobras e Cade sobre refinarias

O acordo não impede práticas anticompetitivas pela Petrobras

Publicado em 25 de Junho de 2019 às 20:19

Publicado em 

25 jun 2019 às 20:19
Importadores querem rever acordo entre Petrobras e Cade sobre refinarias Crédito: Valter Monteiro | Petrobras
Os importadores de combustíveis querem rever acordo entre Petrobras e Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) para suspender investigações em troca da promessa de venda de refinarias. Para a Abicom (associação que reúne as importadoras), o acordo não impede práticas anticompetitivas pela Petrobras.
A associação entrou em 2018 no Cade com pedido de investigação sobre a venda de combustíveis abaixo da cotação internacional nos principais pontos de importação de combustíveis do país. Em janeiro, o pedido foi transformado em inquérito administrativo.
Há duas semanas, porém, as investigações contra a Petrobras no segmento de combustíveis foram suspensas com a assinatura de um TCC (Termo de Compromisso de Cessação) que determinou a venda de 8 das 13 refinarias da estatal até o fim de 2021.
Em embargo de declaração enviado ao Cade nesta terça-feira (25), a Abicom reclama que há contradições no TCC, ao misturar os mercados de refino e comercialização de combustíveis, e acusa o Cade de omissão ao não instituir ações de efeito imediato para garantir a concorrência no mercado.
"Trata-se de elos diferentes da cadeia e não há nenhuma medida aprovada no TCC que seja apta a mitigar eficazmente os danos concorrenciais denunciados pela Abicom", diz o texto, assinado pela consultoria GO Associados, do ex-presidente do Cade Gesner Oliveira.
"Importante mencionar que a decisão do desinvestimento dos ativos de refino foi tomada pela própria Petrobras e amplamente divulgada pela mídia e pela própria empresa, não restando esclarecida qual seria a medida pró-competição no mercado que efetivamente se logrou êxito."
De fato, a Petrobras anunciou a proposta de venda das refinarias em abril. No acordo com o Cade, ficaram estabelecidos prazos e restrições para evitar que uma mesma empresa seja dona de dois ativos na mesma região, criando monopólios privados regionais.
A Abicom defende que é fundamental a expansão dos canais de importação para garantir a competição com as refinarias, já que a Petrobras, por ser importadora e produtora no país, teria vantagens competitivas que lhe permitem praticar preços abaixo dos internacionais quando quiser.
A entidade pede a interrupção do prazo para recurso administrativo até o julgamento dos embargos e quer esclarecimentos sobre a ausência de medidas para evitar a prática de preços anticompetitivos. Procurados, Petrobras e Cade ainda ainda não se manifestaram.

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Baixo Guandu recebe Campeonato Brasileiro de Asa Delta em edição histórica de 50 anos
Baixo Guandu recebe Campeonato Brasileiro de Asa Delta em edição histórica de 50 anos
Imagem de destaque
4 orações para o Dia de São Marcos Evangelista 
Imagem de destaque
O que fazer em Pedra Azul? 5 lugares para um roteiro na serra capixaba

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados