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Mercado de capitais

Ibovespa sobe acima dos 115 mil pontos apesar da crise da Covid

Índice da B3 tenta destoar das Bolsas mundiais que estão em queda, porém, para especialistas alta pode ser apenas ajustes

Publicado em 19 de Março de 2021 às 12:29

Agência Estado

Publicado em 

19 mar 2021 às 12:29
Mercado financeiro, bolsa de valores, ações, mercado de capitais, B3
Mercado acionário vive o sobe e desce causado pela instabilidade do avanço da Covid-19 Crédito: Pixabay
Depois de testar mínima intraday a 114.610,07 pontos, o Ibovespa, da B3 (Bolsa de Valores de São Paulo) tenta seguir alta, destoando da queda da maioria das Bolsas de Nova York. Porem, para um operador, não há novidades no noticiário que justifiquem a alta.
"Está com jeito de ser mais um movimento de correção", diz, ao referir-se ao recuo de ontem, de 1,47%, aos 114.835,43 pontos. As ações da Petrobras subiam entre 1,68% (PN) e 1,18% (ON), apesar do recuo acima de 1% do petróleo no mercado internacional.
Outro sinal de realização vinha do setor varejista, com destaque para ViaVarejo, que tinha alta de 4,57%, puxando a lista de maiores ganhos. O Ibovespa subia 0,53%, aos 115.438,74 pontos.
Além da falta de motivadores para os mercados, o estrategista-chefe do Grupo Laatus, Jefferson Laatus, acrescenta que há muita incerteza no radar, seja interna, seja externa. Hoje, os títulos do Tesouro dos EUA voltaram a subir, renovando máximas, num indicativo de preocupação do mercado com a possibilidade de escalada da inflação no país diante da perspectiva de aceleração da retomada econômica.
"Novamente os títulos deram uma esticada forte, e isso está desequilibrando os mercados, com investidores ficando sem saber o que fazer nesse último dia da semana. Enquanto o Fed (Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos) não sinalizar algo na linha de aumento de juros, fica essa insegurança", afirma.
Além de preocupações com a inflação nos EUA, a pandemia de covid-19 continua amedrontando investidores, à medida que mais medidas de restrição social estão sendo implementadas na Europa, o que ajuda a empurrar as bolsas para o negativo.
"No Brasil, temos também preocupações com lockdowns que estão sendo adotados, e agora que passou a PEC do auxilio emergencial, o mercado quer saber será o próximo passo na linha do fiscal", diz Laatus.
De certa forma, as ações do Banco do Brasil não reagem à renúncia de André Brandão ao cargo de presidente da instituição, após ficar seis meses no cargo. O funcionário de carreira do BB Fausto de Andrade Ribeiro foi indicado para ocupar o posto. Os papéis chegaram a até subir, mas às 11h25 cediam 0,43%.
Como as ações do BB acumulam perdas em torno de 20% em 2021, de certa forma já precificando que em algum momento haveria a saída, Gustavo Akamine, analista da Constância Investimentos, pondera que talvez o recuo hoje, se acontecer, não seja tão expressivo.
"Mas fica em xeque como ficará o ganho de rentabilidade esperado nas ações após a renúncia de Brandão. De maneira geral, o corpo técnico é bem avaliado, mas seria interessante que fosse alguém de mercado para ocupar o cargo, que teria uma aceitação melhor", avalia.
O analista ainda acrescenta que outro ponto importante é ver como o novo presidente estará sujeito a intervenções no plano de melhorias do banco, ao ponto de evitar especulações a respeito de ingerência política na instituição.
Esse temor de influência em estatais se junta a preocupações com o avanço da pandemia de covid-19 no Brasil, com o aumento de mortes pela doença e com a demora no processo de imunização. "Se tem uma piora da pandemia - e há -, tem mais pressão por mais auxílio e menos espaço para colocar uma agenda fiscal forte. O Banco Central até subiu o juro de 2% para 2,75%, mas tem uma limitação do efeito", observa.
Na quinta-feira, o governo federal publicou em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) a Medida Provisória 1.039, que recria o auxílio emergencial a vulneráveis. O benefício será pago a 45,6 milhões de brasileiros, em quatro parcelas com valores entre R$ 150 e R$ 375 cada. Já o presidente do Congresso, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), disparou um movimento pela volta do Refis (programa de parcelamento de débitos tributários) e quer agilizar a tramitação nos próximos 30 dias.
A agenda de indicadores esvaziada cede espaço à corporativa, com destaque para o prejuízo líquido ajustado de R$ 70,3 milhões da Embraer no quarto trimestre, ante perdas de R$ 383,6 milhões no mesmo período de 2019. Os papéis da companhia cediam 3,30%.
Já o lucro líquido da Hapvida atingiu R$ 94,3 milhões no período, queda de 55,2%. O Ebitda, por sua vez, subiu 15,2%. As ações subiam 1,15%, enquanto Cyrela avançava 2,35%. A empresa apresentou lucro líquido de R$ 261 milhões no quarto trimestre de 2020, alta de 75,1% em relação ao mesmo intervalo de 2019.

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