A inflação do Espírito Santo fechou o mês de fevereiro em 0,58% e superou o índice nacional, que terminou o mês em 0,48%. Os grupos habitação (2,10%) e educação (2,87%) foram os responsáveis pela alta. Os dados são do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial brasileira, levantado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Nesses grupos, a elevação do IPCA foi puxada especialmente aos reajustes relacionados a educação infantil (6,67%), ensino fundamental (6,58%) e energia elétrica residencial (7,12%). Fora dos grupos, o item que mais pressionou a inflação foi o feijão carioca, que somente em fevereiro sofreu uma alta de 42,07% no Estado.
No acumulado de janeiro e fevereiro, o índice chega a 0,86% no Espírito Santo, também superior ao índice nacional (0,75%). Se avaliado os últimos 12 meses, o Estado tem uma inflação acumulada de 4,19%, superior ao do país, que fecha o período com 3,89%.
“Essa variação na inflação faz parte da dinâmica da economia. Mas cabe relativizar que está dentro do esperado pela meta de inflação estabelecida pelo Banco Central no Brasil”, comentou o economista Eduardo Araújo.
Ele alerta, porém, que a inflação pode afetar em cheio pessoas de renda mais baixa por conta do atual momento econômico. “Naturalmente, como muitas pessoas não estão conseguindo ter a correção salarial pelos mesmos índices da inflação, é natural que essas altas resultam no empobrecimento de parte da população, ainda mais porque o desemprego está alto”, ressaltou.
Para o presidente do Conselho Regional de Contabilidade (Corecon), Ricardo Paixão, a inflação deve se manter na meta estabelecida pelo Banco Central. “Um dos principais motivos para isso é que o desemprego está muito elevado, a renda média do brasileiro está baixa e a população está com orçamento apertado. Isso tudo impossibilita o consumo”, analisou.
Paixão acredita que o controle do índice da inflação não está nas mãos do governo. “O governo não tem feito grandes esforços para manter a inflação sob controle, não há um plano direcionado. É a conjuntura de consumo que está possibilitando que ela fique nesse patamar”, completou.
Para manter o índice dessa forma, Araújo orienta que os consumidores devem adotar um comportamento coletivo de consumo voltado para produtos mais baratos. “A grande ajuda que o consumidor pode dar para manter a inflação em baixa tem a ver com a busca estabelecimentos que oferecem preços menores. Quando se faz isso, acaba pressionando para que os preços tenham uma queda de maneira geral”, completou.
Saiba quais produtos mais aumentaram