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Comércio Exterior

Governo suspende alíquota de importação de milho e soja até o fim do ano

Segundo o Governo Federal, apesar da safra recorde, as cotações internacionais tiveram comportamento de alta, pressionando os preços internos

Publicado em 22 de Abril de 2021 às 18:05

Agência FolhaPress

Publicado em 

22 abr 2021 às 18:05
Máquina agrícola durante plantio de soja no Paraná
Máquina agrícola durante plantio de soja no Paraná Crédito: Mauro Zafalon /Folhapress
Com os preços dos alimentos em alta no mercado interno e o real fraco aumentando a demanda externa por produtos brasileiros, o governo suspendeu, novamente, a alíquota do imposto de importação de milho, soja, óleo de soja e farelo de soja. A medida valerá até o fim do ano.
A nova isenção foi destacada nas redes sociais pelos filhos do presidente da República, Jair Bolsonaro, senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) e vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (Republicanos). No Twitter, Carlos disse que mais de 600 itens tiveram a tarifa de importação zerada ou reduzida desde 2019 e citou itens de saúde, alimento, games e combustíveis.
Na terça-feira, o presidente anunciou, no Twitter, que o governo reduziu as tarifas de importação para instrumentos musicais de corda (de 18% para 5%) e de skates (de 20% para 2%).
Em outubro do ano passado, a Câmara de Comércio Exterior (Camex) já tinha zerado o imposto de importação para o milho até 31 de março deste ano e, para a soja e derivados, até 15 de janeiro de 2021.
De acordo com o Ministério da Agricultura, isso não foi suficiente para estabilizar os preços no mercado nacional.
"A expectativa naquele momento era de que haveria estabilização nas cotações externas e a safra de grãos, em 2021, teria uma produção suficiente, de modo a reequilibrar a relação de preços com as proteínas animais, reduzindo a pressão de custos para as indústrias integradoras. Porém, as cotações internacionais tiveram comportamento de alta, pressionando ainda mais os preços internos", explicou a Pasta, em nota.
A Agricultura ressaltou ainda que os preços internos continuam em alta mesmo com a safra recorde de 109 milhões de toneladas de milho e 135,5 milhões de toneladas de soja. A pasta atribuiu isso à forte demanda externa e à desvalorização do real frente ao dólar.
Com o fim do tributo, a importação de milho pelo Brasil subiu 123% de janeiro a março deste ano, alcançando US$ 118 milhões. De acordo com dados do Ministério da Economia, foram importadas 681 mil toneladas de milho de janeiro a março.
Em relação à soja, mesmo o Brasil sendo um dos principais produtores do produto no mundo, houve aumento de 140% na importação no primeiro trimestre, quando foram compradas do exterior US$ 79,05 milhões, o equivalente a 211,8 mil toneladas.
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