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Governo não vai suportar mais duas parcelas de R$ 600, diz Bolsonaro

Presidente disse que o ministro Paulo Guedes decidiu pagar a quarta e a quinta parcelas do benefício a informais e desempregados por conta da crise do coronavírus, mas falta acertar o valor

Publicado em 22/06/2020 às 16h26
Atualizado em 22/06/2020 às 16h26

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta segunda-feira (22) que o governo não suportará pagar mais duas parcelas do auxílio emergencial no valor de R$ 600, além das três já programadas. "O Paulo Guedes decidiu pagar a quarta e a quinta, mas falta acertar o valor. A União não aguenta outro com esse mesmo montante", disse Bolsonaro ao canal Agro+, da Band TV.

Presidente Jair Bolsonaro
Presidente Jair Bolsonaro disse que a maneira mais rápida de diminuir a dependência do auxílio é reabrir o comércio. Crédito: Carolina Antunes/PR

Segundo ele, um valor do auxílio mais baixo será negociado no Congresso, já que o que está em vigor custa R$ 50 bilhões por mês ao governo. "Queremos atender o povo, mas com muita responsabilidade", afirmou.

Bolsonaro ainda afirmou que a maneira mais rápida de diminuir a dependência do auxílio para a população é reabrir o comércio nas cidades.

O presidente avalia as medidas de isolamento social tomadas por Estados e municípios para conter a disseminação do novo coronavírus como "um exagero" e acredita que não vai ser fácil para a economia pegar no tranco, já que embora o campo não tenha parado, as cidades e muitos Estados fecharam o comércio.

"Não podemos deixar que o efeito colateral do tratamento da pandemia seja mais danoso do que a própria pandemia. Vida e emprego, uma coisa está completamente atrelada à outra", disse Bolsonaro.

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