Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

  • Início
  • Economia
  • Governo apresenta proposta de reforma tributária na terça
Primeira fase

Governo apresenta proposta de reforma tributária na terça

Nesta primeira fase, será encaminhado um projeto de lei para juntar PIS e Cofins num único tributo, o IVA federal, que deverá ter uma alíquota entre 11% e 12%

Publicado em 17 de Julho de 2020 às 09:26

Redação de A Gazeta

Publicado em 

17 jul 2020 às 09:26
O ministro da Economia, Paulo Guedes, participa do lançamento da nova linha de crédito imobiliário com taxa fixa da Caixa Econômica Federal
A proposta do ministro da Economia, Paulo Guedes, será um gesto político articulado para apaziguar os ânimos no Congresso Nacional Crédito: Antonio Cruz/Agência Brasil
O ministro da Economia, Paulo Guedes, vai pessoalmente entregar a primeira fase de sua proposta de reforma tributária na próxima terça-feira (21), em um gesto político articulado para apaziguar os ânimos no Congresso Nacional, após o desentendimento público entre os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), em torno do texto. Cobrado pelas lideranças do Congresso a enviar a proposta do governo, o ministro fez o acerto nesta quinta (16) com Maia e Alcolumbre.
Nesta primeira fase, será encaminhado um projeto de lei para juntar PIS e Cofins num único tributo, o IVA federal, que deverá ter uma alíquota entre 11% e 12%. A ideia é que a proposta seja complementar ao debate das duas Propostas de Emenda à Constituição (PECs) que já estão na comissão mista no Congresso - e que são mais abrangentes, ao incluir o ICMS (um tributo estadual) e o ISS (que é municipal).
"Vamos à casa do Davi Alcolumbre na terça-feira", disse Guedes em evento promovido pela XP Investimentos. Segundo ele, a proposta já está na Casa Civil pronta para ser entregue.
O ministro evitou dizer se a proposta vai prever a criação de um novo imposto sobre transações eletrônicas - que ele defende, com o argumento de obter recursos e bancar a desoneração da folha de salários. O novo tributo é considerado uma repetição do modelo da extinta CPMF e enfrenta resistências no Congresso.
Segundo o ministro, o assunto é controverso e vai depender do clima no Congresso. "Se o presidente da Câmara disser que não vai ter imposto sobre transação, interdita o debate", disparou,ressaltando que o diálogo será importante.
"Se vamos começar pelo que nos desune, a reforma tributária vai terminar antes de começar", afirmou Guedes. "Não interessa ir para oconfronto, isso é uma tolice." Apesar disso, ele defendeu seu ponto de vista sobre os eventuais ganhos com a implementação de um imposto sobre transações. "O que eu penso sobre tributos brasileiros? Péssimos, mal formulados, manicômio", disse.
Ainda no caso do IVA federal, o governo também deve propor a ampliação da possibilidade de uso de créditos tributários para diminuir o valor final a ser pago. A medida é considerada importante para tentar vencer as resistências à unificação do PIS/Cofins, principalmente do setor de serviços. Representantes do setor, porém, criticam a proposta do governo e afirmam que resultará em aumento da carga tributária para a atividade.
O segmento de telecomunicações, por exemplo, calcula que a unificação das alíquotas levaria a um aumento de carga de 1,7 a 2,7 ponto porcentual, enquanto outros setores teriam redução. A alta na carga poderia prejudicar planos de expansão da cobertura de internet de banda larga no País. O setor de serviços ainda tenta mudar a proposta com alíquotas diferenciadas.
"Isso vai na contramão da digitalização da sociedade brasileira, tão essencial como a pandemia tem mostrado", criticou Marcos Ferrari, presidente executivo do SindiTelebrasil, que representa as teles.
Ao enviar sua proposta na próxima semana, o governo pretende fazer um aceno que ajude na pacificação entre Câmara e Senado e na retomada da comissão mista de deputados e senadores, criada no início deste ano para debater e formular uma proposta comum de reforma tributária.
O clima azedou entre Câmara e Senado depois que Maia avisou que não esperaria a retomada da comissão mista para voltar ao debate da reforma tributária e convocou uma reunião apenas de deputados para discutir o tema na última quarta-feira (15). No mesmo dia, Alcolumbre alertou que o Senado não votaria uma reforma tributária que partisse unilateralmente da Câmara, ignorando a comissão mista.
Com a entrega da proposta, Guedes busca distensionar as negociações no Parlamento, sem tomar partido na briga. 

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

A Polícia Civil apreendeu lança-perfume, maconha, haxixe paquistanês e cocaína em operação na Serra
Traficantes usam câmeras para vigiar a polícia em bairro na Serra
Operação “Cinturão Sul” cumpre mais de 40 mandados na Região Sul do ES
Operação policial prende 46 pessoas em 10 horas no Sul do ES
Imagem de destaque
Bolo de milho-verde: 3 receitas fáceis e deliciosas para o lanche da tarde

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados