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Aviação

Embraer pagará US$ 1,6 bilhão a acionistas após transação com Boeing

O executivo Nelson Salgado participou do Embraer Day na Bolsa de Nova York para detalhar a formação das duas joint ventures firmadas com a fabricante de aviões americana

Publicado em 16 de Janeiro de 2019 às 19:18

Publicado em 

16 jan 2019 às 19:18
AGU recorre contra suspensão das negociações entre Embraer e Boeing Crédito: Antônio Milena/ Agência Brasil
A Embraer prevê pagar US$ 1,6 bilhão aos acionistas assim que for concluída a transação para criação da aliança com a norte-americana Boeing, informou nesta quarta-feira (16) Nelson Salgado, vice-presidente financeiro da empresa brasileira.
O executivo participou do Embraer Day na Bolsa de Nova York para detalhar a formação das duas joint ventures firmadas com a fabricante de aviões americana.
"Nossa ideia é distribuir US$ 1,6 bilhão em dividendos especiais aos acionistas assim que a transação for concluída", afirmou. "É uma companhia que começa nova com US$ 1 bilhão de fluxo de caixa líquido e acionistas recebendo US$ 1,6 bilhão em dividendos."
Mais cedo, em comunicado ao mercado, a empresa já havia anunciado a distribuição dos recursos, condicionada "à confirmação de determinados requisitos, inclusive o resultado do exercício social".
Salgado afirmou que, com a parceria com a Boeing, as duas companhias serão mais fortes e capazes de crescer mais rápido no mercado.
Ele lembrou que a duas empresas, juntas, têm anos "de história e legado na indústria, o que é muito." "Olhando para a aviação comercial, a parceria vai fortalecer muito as possibilidades de mercado e penetração dos jatos E2", disse.
A Boeing deterá 80% desta empresa. No acordo firmado entre as duas companhias, a Embraer poderá vender os 20% que deterá na NewCo, a nova companhia que produzirá a atual linha de jatos regionais e desenvolverá novos modelos.
"Vamos nos beneficiar de potenciais reduções de custos nas linhas de jatos E-Jets. A Boeing tem uma influência muito maior na cadeia de fornecedores do que a Embraer, e assim que isso for aplicado à linha de produtos E2, vai aumentar a competitividade do produto e o lucro que conseguimos com ele", disse Salgado.
Pelos termos do acordo, as áreas de aviação executiva, defesa e segurança continuam 100% sob controle da Embraer.
Também será formada uma joint venture específica para a comercialização de novos contratos do cargueiro militar KC-390, um dos produtos mais promissores da Embraer nesse setor. Nessa empresa, 51% pertencerão à Embraer, e os outros 49% serão da Boeing.
Para 2019, a Embraer prevê a entrega de entre 85 e 95 jatos comerciais, de 90 a 110 executivos, 10 aviões A-29 Super Tucano e duas aeronaves KC-390. As receitas previstas estão entre US$ 5,3 bilhões e US$ 5,7 bilhões.
O próximo passo agora é que a Embraer convoque uma assembleia de acionistas, que ocorrerá dentro de 30 dias a partir da convocação. Só com o aval dos acionistas é que os documentos finais da fusão poderão ser assinados pelas empresas.
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