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Mercado Financeiro

Dólar volta a encostar em R$ 4 e fecha no maior valor em sete meses

Bolsa caiu 0,51%, em dia de nervosismo no mercado financeiro

Publicado em 15 de Maio de 2019 às 22:51

Publicado em 

15 mai 2019 às 22:51
Dólar volta a encostar em R$ 4 e fecha no maior valor em sete meses Crédito: Marcello Casal Jr./Agência Brasi

Em um dia de tensões no mercado financeiro, a bolsa de valores caiu e a moeda norte-americana fechou no maior nível em sete meses. O dólar comercial no encerramento desta quarta-feira (15) foi vendido a R$ 3,996, com alta de R$ 0,02 (0,51%). Esse foi o maior valor de fechamento desde 1º de outubro, semana do primeiro turno das eleições, quando a cotação tinha atingido R$ 4,018.

Pela manhã, o dólar comercial ultrapassou a barreira de R$ 4. Na máxima do dia, por volta das 10h, chegou a ser vendido a R$ 4,02. No início da tarde, a cotação desacelerou, ficando em torno de R$ 3,99.

IBOVESPA

O nervosismo também refletiu-se no mercado de ações. O Ibovespa, principal índice da B3 (antiga Bolsa de Valores de São Paulo), encerrou o dia com queda de 0,51% aos 91.623 pontos. Esse é o nível mais baixo em quatro meses e meio, desde 3 de janeiro. Na ocasião, o indicador tinha encerrado em 91.564 pontos.

Num dia de protestos contra o contingenciamento (bloqueio) de verbas na educação, o mercado financeiro também prestou atenção à divulgação do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br). O indicador, que funciona como uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no país), encolheu 0,68% no primeiro trimestre de 2019 contra o último trimestre de 2018.

CENÁRIO EXTERNO

No cenário externo, as vendas no comércio nos Estados Unidos caíram 0,2% em abril. Paralelamente, as vendas e a produção industrial na China registraram desaceleração. Os dois países atravessam uma escalada de tensões comerciais, após os Estados Unidos terem sobretaxado produtos chineses em US$ 200 bilhões.

No início da semana, o país asiático informou que aplicarão tarifas sobre US$ 60 bilhões em mercadorias norte-americanas a partir de junho.

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