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Mercado Financeiro

Dólar sobe com pressão externa e questão técnica e encerra cotado a R$ 5,40

Na sessão desta segunda-feira, houve impacto para cima em meio a um ambiente de cautela com os investidores temendo a baixa recuperação mundial diante dos efeitos da segunda onda de Covid-19 na Europa

Publicado em 21 de Setembro de 2020 às 18:57

Redação de A Gazeta

Publicado em 

21 set 2020 às 18:57
Câmbio em crise: Brasil tem dificuldades de controlar a alta do dólar
Dólar fechou em alta Crédito: Pixabay
O dólar operou sob pressão na sessão de negócios desta segunda-feira, 21, em meio ao ambiente de aversão a risco visto no exterior, que levou ao fortalecimento da divisa americana frente à maioria das moedas no globo. No entanto, segundo profissionais de câmbio, o que amplificou mesmo o movimento de alta frente ao real, levando a cotação à máxima intraday a R$ 5,4974 durante a manhã, foi uma questão técnica: o exercício de opções sobre ações na B3, que movimentou R$ 10,468 bilhões, proporcionou o rearranjo de carteiras envolvendo além de ações, câmbio e juros.
"Como o clima ficou muito ruim nos mercados hoje, contratos que não iam ser exercidos tiveram que ser e isso mexeu com as posições de câmbio e juros. Em dia de vencimento de opções, há uma revisita à carteira como um todo, nas estratégias de arbitragem. Isso deixa os movimentos amplificados tanto na alta quanto na baixa, como foi hoje", disse Pedro Lang, chefe de Renda Variável da Valor Investimentos.
Tanto que, assim que passado o exercício, o dólar reduziu em muito o ritmo de avanço, evidenciando que havia a pressão técnica. Assim, a divisa americana passou a tarde comportada na faixa dos R$ 5,40 para encerrar o dia cotada a R$ 5,4005 em alta de 0,43% - a maior desde 31 de agosto passado (R$ 5,4806).
"O dólar no mundo não está com toda essa força", lembrou Charles Susskind,sócio fundador da CMS Invest, fazendo referência à trajetória da moeda americana. No entanto, na sessão desta segunda-feira, houve impacto para cima em meio a um ambiente de cautela com os investidores temendo a baixa recuperação mundial diante dos efeitos da segunda onda de Covid com países europeus já reiniciando procedimentos de quarentena. Para aumentar a aversão dos investidores, alegações de que os britânicos HSBC e Standard Chartered, além de JP Morgan Chase e o alemão Deutsche Bank movimentaram US$ 2 trilhões de fundos ilícitos por um longo período, pesaram, principalmente pela manhã.

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