Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

  • Início
  • Economia
  • Dólar sobe com cautela antes de feriado nos EUA e vai a R$ 5,34
Mercado Financeiro

Dólar sobe com cautela antes de feriado nos EUA e vai a R$ 5,34

Após volatilidade nos negócios da manhã, o dólar firmou-se em alta à tarde, no segmento futuro, o dólar teve um ganho de 0,53%

Publicado em 02 de Julho de 2020 às 17:58

Redação de A Gazeta

Publicado em 

02 jul 2020 às 17:58
Dólar opera em baixa nesta sexta-feira após forte valorização no dia anterior
Crédito: Pixabay
Após volatilidade nos negócios da manhã, o dólar firmou-se em alta à tarde. Operadores destacam que tesourarias e grandes investidores aceleraram as compras da moeda americana na reta final dos negócios, em busca de proteção por causa do feriado nesta sexta-feira nos Estados Unidos, que deve deixar o mercado sem liquidez. Há o temor do que Donald Trump possa falar sobre a China nos eventos da independência dos EUA e também de como vai se comportar o crescimento dos casos de coronavírus. No mercado à vista, o dólar fechou com valorização de 0,55%, cotado em R$ 5,3472. No segmento futuro, o dólar para agora era negociado em R$ 5,3525 às 17h, com ganho de 0,53%.
Mais cedo, o dólar chegou a cair com indicadores bons da economia americana, principalmente o relatório de emprego (conhecido como payroll) de junho, que veio acima do previsto. Na mínima do dia, caiu a R$ 5,2669 no mercado à vista. Mas o crescimento de casos de coronavírus nos EUA limitou um pouco a euforia, embora as bolsas tenham fechado com ganhos em Nova York
O chefe da mesa de câmbio da Terra Investimentos, Vanei Nagem, destaca que há o risco de, no feriado de independência americano, Trump fazer mais declarações contra a China. Hoje, o Senado aprovou sanções à Pequim por Hong Kong e a lei vai agora para a assinatura de Trump. O governo chinês prometeu retaliar. Internamente, disse Nagem, hoje não houve fatores que influenciaram os preços.
Há ainda preocupações com a continuidade do crescimento de casos de coronavírus nos EUA. O economista-chefe do banco Wells Fargo, Jay H. Bryson, observa que a expansão descontrolada de infecções em alguns estados americanos - que passaram a adiar a retomada dos negócios ou retroceder nos planos de reabertura - deve limitar a melhora do mercado de trabalho pela frente. Em junho, a taxa de desemprego caiu para 11,1% e foram criadas 4,8 milhões de vagas, enquanto se previa 3,7 milhões. "São números fortes, mas a dúvida é se esse movimento vai durar", escreve Bryson, em relatório.
Os estrategistas do Crédit Agricole destacam nesta quinta-feira que a volatilidade das moedas emergentes tem se mantido acima do padrão de longo prazo e pode seguir alta. Algumas divisas desses países parecem atrativas, pois tiveram forte desvalorização e ficaram baratas. Mas no caso do real, das moedas de Turquia, África do Sul, Indonésia e Índia, e mesmo o peso mexicano, o cenário é mais complicado.
São nações, como no caso do Brasil, que tiveram forte deterioração fiscal, ou ainda que tiveram piora das contas externas, casos sul-africano e turco. Por isso, essas moedas podem ser mais penalizadas em casos de movimentos de fuga de ativos de risco. Para o Brasil, o Crédit Agricole projeta o dólar a R$ 5,45 no final do ano e a R$ 5,00 no final de 2021. Com recessão, piora fiscal, casos de coronavírus em alta e juros muito baixos, a atratividade dos ativos para investidores estrangeiros fica comprometida.
O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou em live nesta tarde que a percepção de risco aumentou muito para emergentes e países desenvolvidos. Mas enquanto para estes últimos houve melhora, os emergentes estão mais fragilizados, com saída forte de recursos.
Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
A luta para salvar cidade canadense ameaçada pelas tarifas de Trump
Imagem de destaque
Vídeo dos anos 90 mostra Wagner Martins como operador de programa de rádio que inspirou filme
No caminho do aprendizado, o protagonismo juvenil ajuda a criar espaços de formação, de diálogo e de participação
Menos decoreba, mais descobertas: a vez da geração que protagoniza o ensino

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados

Fale com a gente

Escolha o canal de sua preferência para assinar A Gazeta ou tirar dúvidas.