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Defender prorrogação indefinida do auxílio é demagogia, diz Bolsonaro

Em sua live semanal, presidente disse que o benefício custa R$ 50 bilhões por mês e representa endividamento para o governo. "Por quanto tempo se aguenta isso?", questionou

Publicado em 13/08/2020 às 21h21
Atualizado em 13/08/2020 às 21h22

O presidente Jair Bolsonaro criticou nesta quinta-feira (13) os que defendem a "prorrogação indefinida" do auxílio emergencial de R$ 600 e disse que quem levanta essa bandeira faz "demagogia".

Presidente Jair Bolsonaro
Presidente Jair Bolsonaro. Crédito: Alan Santos/PR

"O auxílio emergencial custa R$ 50 bilhões por mês, e tem gente que demagogicamente acha que ele tem que ser prorrogado indefinidamente", declarou Bolsonaro, durante sua live semanal nas redes sociais.

"Alguns falam que é dinheiro do povo. Não, é endividamento. Por quanto tempo se aguenta isso? Se eu pudesse dava R$ 10 mil por mês para todo mundo e ficava todo mundo em casa", ironizou.

O auxílio emergencial é pago para informais que perderam renda durante a pandemia do coronavírus. Ele estava previsto inicialmente para durar por três meses, mas o governo já o ampliou em duas parcelas.

Se por um lado Bolsonaro tem sido pressionado a interromper o benefício devido aos altos custos envolvidos, auxiliares do presidente dizem que os pagamentos se tornaram um importante colchão para a avaliação do governo – afetada pela forma polêmica com que Bolsonaro conduz o país na crise.

Interlocutores disseram à Folha que a ideia em discussão é estender o auxílio até dezembro, mas num valor menor e que gere menos impacto aos cofres públicos. Uma das possibilidades é que que os pagamentos passem a ser de R$ 200.

Para imprimir uma marca social ao governo, o Planalto traça com o ministério da Economia o lançamento de um programa social, chamado Renda Brasil, que deve agrupar benefícios já existem.

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