Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

  • Início
  • Economia
  • Com demanda em queda, petróleo despenca e derruba ações da Petrobras
Preço

Com demanda em queda, petróleo despenca e derruba ações da Petrobras

A redução nos preços levou o óleo ao quinto pregão seguido de desvalorização

Publicado em 09 de Setembro de 2020 às 09:08

Redação de A Gazeta

Publicado em 

09 set 2020 às 09:08
Sindicato ignora TST em negociação com Petrobras e convoca greve
Na semana passada, a Petrobras já havia reduzido o valor do diesel, o combustível mais consumido do país, em 6% Crédito: Agência
O preço do petróleo despencou nesta terça-feira (8) com o receio de investidores acerca da demanda global pela matéria-prima. Na segunda (7), a Saudi Aramco, uma das maiores petroleiras do mundo, cortou os preços oficiais de venda de outubro para seu petróleo Arab light, em um sinal de que a demanda pode estar em queda.
A redução nos preços levou o óleo ao quinto pregão seguido de desvalorização. O contrato de barril de Brent (referência internacional) para novembro, mais negociado, caiu 5,3%, a US$ 39,78 (R$ 213,61), menor valor desde junho.
As ações da Petrobras refletiram o movimento. As preferenciais (mais negociadas) caíram 2,88%, a R$ 22,26 e as ordinárias (com direiro a voto), 3,47%, a R$ 22,52, derrubando o Ibovespa, que fechou em queda de 1,18%, a 100.050 pontos.
Na semana passada, a Petrobras já havia reduzido o valor do diesel, o combustível mais consumido do país, em 6%. Na mesma oportunidade, a empresa havia cortado o valor da gasolina em 3%.
Com a redução, o novo preço do diesel na refinaria será de cerca de R$ 1,6255 o litro, o menor desde o início de julho. No caso da gasolina, a cotação reajustada será de R$ 1,6813, o menor patamar desde o final de julho.
No ano, a queda acumulada aumentou para cerca de 30% no caso do diesel, e para aproximadamente 12%, para a gasolina.
Em agosto, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) disse que a demanda global por petróleo deve cair mais em 2020 do que previsto antes, com a pandemia de Covid-19, e que uma recuperação no próximo ano enfrenta grandes incertezas.
Os preços do petróleo desabaram neste ano devido aos impactos do coronavírus, que incluíram restrições a viagens e desaceleração da atividade econômica. Embora alguns países tenham aliviado medidas de isolamento, permitindo que a demanda se recupere, a preocupação com novos surtos do vírus tem segurado os preços, o que a Opep espera que continue.
Fora o petróleo, as ações de tecnologia nos Estados Unidos também movimentaram o pregão. Os papéis da fabricante de carros elétricos Tesla recuaram 21%, a maior queda do papel em um pregão, a US$ 330,21 (R$ 1.773), em meio à venda generalizada de empresas com forte valorização nos últimos meses.
Além disso, investidores esperavam que a Tesla ingressasse no índice S&P 500, que reúne as maiores emrpesas dos EUA, depois que a empresa divulgou em julho seu quarto trimestre consecutivo de lucros, eliminando um grande obstáculo para sua inclusão potencial no índice. A empresa comandada por Elon Musk, porém, ficou de fora da nova composição do S&P 500, que fechou emqueda de 2,78%.
Dow Jones recuou 2,25% e Nasdaq, 4,11%, pressionadas pela queda nas ações de tecnologia, que acumularam ganhos expressivos com resultados das companhias acima da expectativa. As ações da Amazon recuaram 4,4% e as da Microsoft, 5,4%. Facebook teve queda de 4%, Google, de 3,6%, e Apple, de 6,7%.
Analistas dizem que ainda não é possível afirmar se a forte e repentina desvalorização no setor é uma bolha que estourou ou apenas realização de lucros.
Investidores também estão receosos quanto à nova rusga de Donald Trump com a China. Na segunda (7), o presidente dos EUA levantou a ideia de separar as economias dos dois países.
Com aversão a risco, o dólar subiu 1,18% ante o real, para R$ 5,3710. O turismo está a R$ 5,5300.
Dentre os destaques na Bolsa brasileira, as ações da Azul lideraram os ganhos, com alta de 6,79%, a R$ 26,26, impulsionadas pela queda no preço do diesel e expectativa de retomada no setor.
A Localiza subiu 5,87%, a R$ 53,73, após anunciar, na sexta (4), pagamento aos acionistas de juros sobre o capital próprio (JCP) de R$ 65 milhões em 5 de novembro. Poderão receber a quantia de R$ 0,087 por ação os investidores que tiverem o papel na quinta (10).

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Trump diz que EUA vão pausar operação de escolta de navios no estreito de Ormuz
Imagem de destaque
'Não somos só notícia, somos pessoas': o apelo dos passageiros presos em cruzeiro com surto de hantavírus
Imagem de destaque
O que se sabe sobre ataque a tiros que deixou duas pessoas mortas em escola no Acre

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados