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Burocracia

Brasil cai em ranking que avalia facilidade de abertura de negócios

País foi para a 124ª colocação. Estava em 109º na lista elaborada pelo Banco Mundial no ano passado

Publicado em 24 de Outubro de 2019 às 13:53

Redação de A Gazeta

Publicado em 

24 out 2019 às 13:53
Papéis: burocracia é um problema para a abertura de negócios Crédito: Pixabay
O Brasil recuou para a 124.ª posição no ranking Doing Business, que mede a facilidade de fazer negócios, depois de ter ocupado o 109.º lugar na lista do ano passado, mesmo tendo registrado ligeira melhora em sua nota geral, segundo relatório divulgado pelo Banco Mundial.
No Fórum Econômico Mundial deste ano, em Davos, o presidente Jair Bolsonaro afirmou ter como meta levar o País para o grupo dos 50 primeiros colocados até o fim de 2022.
"O resultado não foi nada bom para o Brasil. É algo para se lamentar e trabalhar para reverter", afirmou o secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade, Carlos da Costa, nesta quinta-feira, 24. Entre os gargalos do país está a burocracia.
Ele disse que a pesquisa foi feita entre fevereiro e março e ainda não reflete medidas do governo Jair Bolsonaro. "O indicador reflete a devastação no ambiente de negócios nos últimos anos. Os governos anteriores não colocaram o ambiente de negócio como prioridade", avaliou. "Se o Doing Business fosse feito hoje, já teríamos mudança significativa no ranking."
Segundo Da Costa, houve mudanças na metodologia, no indicador de proteção a interesse de minoritários, e o relatório de 2018 foi revisado, mudando a posição do Brasil no ano passado para o 120º lugar. "Estávamos pior do que imaginávamos no ano passado, o que só retrata a urgência de melhorarmos o ambiente de negócio", afirmou.
Apesar do resultado, Da Costa disse que o governo mantém o objetivo de chegar aos 50 primeiros do ranking até o fim do governo. "Não é impossível, a Índia avançou 60 posições nos últimos três anos. Precisamos de trabalho duro e vontade política", completou.
Ele citou medidas como revisão da lei de falências, novo marco para recuperação judicial de pequenas empresas, mudanças para acelerar o processo de importação e abertura de empresas entre as medidas para melhorar essa colocação. "A reforma tributária terá impacto bastante significativo para a melhoria da colocação do Brasil", completou.
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