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Reunião do Copom

Bolsa fecha em queda com cautela antes de decisão sobre Selic

Após oscilar entre leves altas e quedas durante o pregão, o Ibovespa recuou 0,43% nesta segunda-feira (17) e perdeu o patamar de 98 mil pontos

Publicado em 17 de Junho de 2019 às 21:59

Publicado em 

17 jun 2019 às 21:59
Bolsa fecha em queda com cautela antes de decisão sobre Selic Crédito: Arquivo
A Bolsa brasileira começou a semana de reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) em baixa. Após oscilar entre leves altas e quedas durante o pregão, o Ibovespa recuou 0,43% nesta segunda-feira (17) e perdeu o patamar de 98 mil pontos.
Segundo profissionais do mercado, as Bolsas mundiais reverberaram em parte as crescentes apostas de que autoridades monetárias poderão indicar nesta semana que estão abertas a fazer cortes em taxas de juros ainda neste ano.
Na semana cortada pelo feriado de Corpus Christi, na quinta (20), haverá reuniões de política monetária dos bancos centrais dos Estados Unidos, Japão e da Inglaterra, além do Brasil.
Na terça (18) e quarta (19) acontecem as reuniões do Banco Central do Brasil. A expectativa de cortes da Selic foi reforçada com a pesquisa Focus, que mostrou o mercado reduzindo a previsão de crescimento econômico pela 16ª semana seguida. A pesquisa também mostrou que a estimativa agora é de que a Selic termine o ano em 5,75%, ante atual patamar de 6,5%.
"Cada um desses bancos centrais vai indicar possivelmente uma flexibilização nas taxas de juros, isso por si só já gera uma prudência", disse Álvaro Bandeira, economista-chefe do banco Modalmais.
A aposta do mercado para esta reunião é de que a taxa seja mantida em 6,5% até o próximo encontro, em 31 de julho.
Investidores também aguardam desdobramentos na sequência da tramitação da reforma da Previdência. Mais cedo, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse esperar que a proposta de reforma seja aprovada na comissão especial da Casa em 26 de junho.
A saída de Joaquim Levy do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) não reverberou no mercado por não interferir nos planos econômicos do governo, dizem investidores.
"Tirando gritarias ideológicas e políticas de ambos os lados, vejo a situação de hoje como apenas mais um ruído político, do que uma mudança de direção econômica ou ideológica do governo", disse Dan Kawa, sócio da TAG Investimentos.
"Primeiro, a presença ou não de Levy não tem nenhuma relação com o andamento da agenda de reformas do Brasil (este o principal evento que o mercado está monitorando). Segundo: parte da equipe econômica já demonstrava insatisfação com a gestão de Levy, seja pelo impasse sobre o repasse que o BNDES precisa fazer ao Tesouro, seja pela demora em 'abrir a caixa preta' do banco.
Terceiro: os nomes cotados para assumir a vaga até o momento demonstram alinhamento com a mentalidade da equipe econômica atual (Gustavo Franco, Salim Mattar e Solange Vieira)", afirma a Rico Investimentos em relatório a investidores.
A Bolsa brasileira teve desempenho de lado ao longo do dia, mas ao fim cedeu pressionada pela queda nas ações da Vale.
Há expectativa de aumento nas exportações de minério da mineradora, que afirmou na semana passada que espera retomar em breve sua mina de Brucutu (MG), com capacidade anual de 20 milhões de toneladas.
Com maior embarque da commodity, o preço do minério recuou 2,3% na China, a US$ 111,10. As ações da mineradora acompanharam e caíram 2,19%, a R$ 50,27.
O Ibovespa, maior índice acionário do país, cedeu 0,43%, a 97.623 pontos. O giro financeiro foi de R$ 20,443 bilhões, acima da média diária para o ano, com o vencimento de opções para junho.
O destaque positivo da sessão foi a alta de 2,24% da Gol, a R$ 31 após um tribunal de apelação autorizar que a Avianca Brasil prossiga com um leilão, no qual espera-se que venda seus direitos de pousos e decolagens em aeroportos. As duas maiores companhias aéreas do país, a Latam Airlines e a Gol, devem participar do leilão.
Já o Banco Inter, fora do Ibovespa, recuou 2,99% após correntistas afirmarem em redes sociais que os saldos de suas contas correntes estavam zerados. Segundo o banco, houve uma "instabilidade na visualização de saldo em uma pequena parcela de contas" que já normalizado.
O dólar permaneceu estável, a R$ 3,9010.
No exterior, principais Bolsas também tiveram sessões 'de lado'. As maiores altas foram de Nasdaq, a 0,62%, Paris, com 0,43% e Hong Kong, a 0,40% de ganho. Dow Jones, S&P 500, Londres, Frankfurt e CSI 300 operaram estáveis.

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