Após fechar o dia de ontem no vermelho, a Bolsa abriu em alta na manhã desta terça-feira (29). Os papéis da Vale e Bradespar recuperam-se das perdas de mais de 24% ontem, quando o investidor reagiu à tragédia humana e ambiental em Brumadinho (MG). Como a perda em valor de mercado foi muito grande (mais de R$ 71 bilhões), analistas entendem que houve exagero e, assim, o pregão permite que o papel recupere valor.
Muitos ponderam que ainda é prematuro um diagnóstico mais preciso e duradouro sobre o impacto no valor da companhia, visto que novas medidas punitivas e preventivas podem ser tomadas por conta do rompimento da barragem na cidade mineira. Nesse início de pregão, Vale ON é o papel mais negociado, com três vezes o volume financeiro negociado da ação em segundo lugar no ranking das ações mais negociadas da carteira Ibovespa.
No câmbio, o dólar à vista renovou mínima e chegou aos R$ 3,7332 (-0,92%). O movimento está atrelado à depreciação da divisa americana ante emergentes, que ficou mais pulverizada e forte ante algumas pares do real na última meia hora. Ao desempenho tem entre as justificativas a alta do petróleo e do minério de ferro. Especialistas em moedas afirmam que a proximidade do fim do mês e da formação de Ptax já pode estar influenciando os preços, além de algum fluxo positivo em busca das ações da Vale que voltaram a preços de abril de 2018.
No mercado de juros futuros, as taxas renovaram mínimas diante do enfraquecimento do dólar ante o real. O volume negociado é baixo para o horário o que, naturalmente, exarceba o movimento. No exterior, a cautela ainda persiste diante do início da votação prevista para as 17h de hoje no Parlamento britânico.
Às 10h35, o Ibovespa subia 0,90% aos 96.301,98 pontos. A Vale ON subia 2,29%. A Bradespar ON tinha alta de 2,37%. O dólar à vista caía 0,69% aos R$ 3,7417. O DI para janeiro de 2021 exibia 7,17%, de 7,20% no ajuste de ontem. O petróleo tinha alta de 1,03% em Londres e 0,92% em Nova York. O futuro de Dow Jones sobe 0,11%. O futuro do S&P500 caía 0,04%.