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Reforma da Previdência

Após articulação de Bolsonaro, policiais deverão se aposentar mais cedo

A nova proposta deve ser apresentada ainda nesta quarta-feira (3)

Publicado em 03 de Julho de 2019 às 23:00

Publicado em 

03 jul 2019 às 23:00
O presidente Jair Bolsonaro Crédito: Antonio Cruz/ Agência Brasil | Arquivo

Após articulação do presidente Jair Bolsonaro, a nova versão da reforma da Previdência, que deve ser apresentada ainda nesta quarta-feira (3), deve prever regras mais suaves para policiais federais -idade mínima de 53 anos, se homem, e 52 anos, se mulher.

A proposta original, enviada pelo governo em fevereiro, criava uma idade mínima de 55 anos para homens e mulheres policiais federais, policiais rodoviários federais, policiais legislativos.

Atualmente, não há idade mínima para policiais federais se aposentarem, e sim apenas uma exigência de 30 anos de contribuição, se homem, e 25 anos, se mulher.

O relator da reforma, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), teve que ceder à pressão de policiais federais, principalmente, depois que o próprio presidente Bolsonaro passou a atuar para beneficiar a categoria.

Além disso, o relatório deve aliviar na transição para policiais.

Como informou a Folha de S.Paulo mais cedo nesta quarta, diante da pressão de parlamentares e interlocutores de instituições financeiras, a nova proposta deverá poupar fintechs, bancos de pequeno porte e corretoras, por exemplo, do aumento de tributação -a CSLL (contribuição social sobre o lucro líquido).

Assim, o texto deixaria claro que a elevação da alíquota, de 15% para 20% da CSLL, valeria para bancos grandes e médios.

Segundo pessoas que participam das negociações, o novo relatório deverá também atender ao pedido de parlamentares por mudanças nas regras de aposentadoria especial de congressistas.

O texto deve abrir a possibilidade de que políticos possam sair do regime especial, ir para as regras dos trabalhadores da iniciativa privada, mas recebendo - com correção pela inflação -boa parte dos recursos que foram pagos como alíquota previdenciária durante o período no sistema dos congressistas.

Assim, os deputados que aderiram ao regime especial não precisariam cumprir a regra proposta pelo governo: 65 anos, se homem, e 62 anos, se mulher.

Com as concessões, a tendência é que os partidos de centro apoiem o novo texto da reforma e ajudem governistas a derrubarem a tentativa da oposição de adiar a votação.

O horário e até a data de votação da proposta dependerá da articulação do governo e partidos defensores da reforma.

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