Sair
Assine
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

  • Início
  • "Dora e a Cidade Perdida" é aventura juvenil certeira
Surpresa!

"Dora e a Cidade Perdida" é aventura juvenil certeira

Filme que leva para os cinemas o desenho animado "Dora, A Aventureira" tem ótimas piadas, elenco pontual e bom conteúdo

Publicado em 13 de Novembro de 2019 às 13:35

Públicado em 

13 nov 2019 às 13:35
Rafael Braz

Colunista

Rafael Braz

Dora e a Cidade Perdida Crédito: Paramount Pictures/Divulgação
Impressiona a escolha de data ruim para o lançamento de “Dora e a Cidade Perdida”, filme que leva para os cinemas, em versão live action, as aventuras da pequena Dora, a aventureira, desenho animado de sucesso entre crianças. O filme estreou nos EUA em agosto, já após o fim das férias de verão, e chega aos cinemas do Brasil no dia 14 de novembro - mesmo com o feriado no final de semana, o barulho nas bilheterias seria muito mais alto durante as férias escolares.
Dirigido pelo bom James Bobin (“Flight of the Concords”, “Muppets 2: Procurados e Amados”), “Dora e a Cidade Perdida” tira Dora (Isabela Moner) da selva amazônica, onde vive com os pais (Michael Peña e Eva Longoria), e a leva para a cidade. No selvagem colegial americano, ela precisa fazer novos amigos e entender como é a vida longe de suas aventuras e do macaco Botas, seu fiel escudeiro. Isso, claro, antes de se ver envolvida na busca pela cidade perdida de Parapata, um bem guardado tesouro da civilização Inca, para salvar a vida de seus pais.
Após uma breve introdução ao universo de Dora, quando encontramos ela ainda criança (como no desenho animado) brincando ao lado de Botas e do primo Diego, o filme logo a transporta para a adolescência. Com 16 anos e tendo vivido boa parte da vida na floresta, Dora é genial, mas pouco conhece sobre a vida urbana. É nesse choque cultural que o primeiro ato de “Dora e a Cidade Perdida” se sustenta; a breve interação da protagonista com seus colegas de escola e com os costumes urbanos é divertidíssima, mas o filme logo muda de tom.
Dora e a Cidade Perdida Crédito: Paramount Pictures/Divulgação
Quando a jovem, acompanhada de Randy (Nicholas Coombe), Sammy (Madeleine Madden) e Diego (Jeff Wahlberg, sobrinho de Mark Wahlberg), volta à densa floresta sul-americana, o filme ganha uma pegada bem parecida com a da versão 2017 de “Jumanji”: aventura sempre pontuada por bom humor, gags físicas e novas descobertas.
Dora, apesar de agora ser uma adolescente, é a mesma criança da animação; hiperativa, ela canta o tempo todo, além de ser extremamente positiva e ingênua. O filme ainda tem uma divertida sequência que homenageia o desenho de forma criativa e sem exageros.
Vale destacar o elenco, que diverte todo o tempo. Michael Peña garante ótimas risadas (a cena da rave é incrível, pena ter se perdido na dublagem) e os jovens também estão bem, destaque para Moner, que parece se divertir horrores, sempre ligada no 220v, e Coomber, um nerd, uma espécie de Dora dos videogames.
“Dora e a Cidade Perdida” também se mostra um filme conectado com a realidade, com discurso inclusivo, que chega até a resvalar na crescente paranoia por segurança dos grandes centros.
Os elogios deste texto talvez venham da surpresa ao encontrar um filme divertido e subestimado ao invés de uma aventura juvenil genérica, mas o longa também tem seus problemas. Os vilões são mal-desenvolvidos e aparecem do nada, algo bem irritante se você já jogou algum “Uncharted” na vida. O Raposo (voz de Benício del Toro), principal antagonista da personagem no desenho, perde destaque, apesar de protagonizar algumas boas sequências. O roteiro é amarradinho, mas peca pelo excesso de coincidências e pelas viradas previsíveis. Detalhes obviamente ignorados pelo público alvo.
“Dora e a Cidade Perdida” seria o filme perfeito para as férias escolares de crianças e jovens até 15, 16 anos. Uma adorável aventura sobre se conhecer, enfrentar desafios, entender o outro e fazer o certo.

Rafael Braz

Crítico de séries e cinema, Rafael Braz é jornalista de A Gazeta desde 2008. Além disso, é colunista de cultura, comentarista da Rádio CBN Vitória e comanda semanalmente o quadro Em Cartaz

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Viatura da Polícia Militar
Duas pessoas são baleadas durante confronto em bairro de Vila Velha
Imagem de destaque
Governo Lula quer evitar desgaste com fila do INSS e prevê zerar pedidos represados
Rede de gás canalizado da ES Gás
ES Gás alcança marca de 100 mil consumidores e acelera expansão

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados