O termo Indústria 4.0 situa a contemporaneidade no contexto das grandes revoluções industriais e tem entre suas principais características a automação de tarefas e a inteligência artificial. O exponencial desenvolvimento tecnológico gera transformações sociais em todos os níveis, impactando diretamente o mercado de trabalho e, consequentemente, a educação. Nesse cenário, as instituições de ensino superior têm um papel fundamental a desempenhar na formação de mão de obra qualificada para o novo período histórico.
Estudos indicam que grande parte das profissões a serem exercidas em um futuro próximo ainda não existem. Isso quer dizer que o ritmo da inovação no mercado de trabalho é acelerado e que os profissionais do futuro já estão em formação. Mas como formá-los para algo que ainda não existe? A resposta pode não parecer algo inovador. Mas, na prática, traz resultados efetivos: é preciso ensinar a aprender e educar para um mundo em constante transformação.
Já não há mais espaço para a educação descontinuada, que fornece uma gama de conhecimentos e cessa sua função ao conceder o diploma. Cabe às instituições de ensino desenvolver competências e habilidades nos alunos, que farão com que eles permaneçam capazes de adquirir novos conhecimentos, afinal, o futuro da Revolução 4.0 ainda reserva muito por vir. Conceitos como metodologias ativas, movimento maker, fab lab e gameficação são caminhos pelos quais é possível construir esse novo modelo educacional.
Mas antes uma lacuna precisa ser preenchida, que é a aproximação entre academia e setor produtivo. Convidar as empresas para estarem dentro da academia, lançando desafios reais para os estudantes, buscando talentos e contribuindo para a formação de um profissional alinhado às demandas corporativas, é uma forma de mercado e academia contribuírem para o crescimento da economia.
As instituições de ensino têm cada vez mais o dever de dialogar com empresas para entender suas necessidades e interpretar suas demandas. Em resposta a elas, temos a devolutiva de atualizar nossos currículos e colocar as novas metodologias em prática, para formar profissionais aptos a atuar e inovar no mercado de hoje e do futuro, fortalecer a economia e contribuir com a construção de uma sociedade mais sustentável.
*O autor é reitor da Faesa Centro Universitário