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João Baptista Herkenhoff

Cultura, escola, alfabeto e a qualidade da educação

Um diretor amigo pode vocacionar o educando para a convivência respeitosa e democrática entre as pessoas, acima de raça, credo, profissão dos pais, riqueza ou pobreza

Publicado em 06 de Novembro de 2018 às 15:55

Públicado em 

06 nov 2018 às 15:55

Colunista

A escola recepciona a cultura, reflete sobre ela, a celebra e a transmite, de geração a geração Crédito: shutterstock
Cinco de novembro é o Dia Nacional da Cultura e da Ciência. Doze de novembro é o Dia do Diretor de Escola. Catorze de novembro é o Dia Nacional de Alfabetização. A coincidência de datas, embora apenas casual, é providencial. Há um nexo entre as celebrações.
Cultura é o conjunto de tradições, crenças e costumes de determinado grupo social. Assim, representa o patrimônio social de um grupo e a soma de padrões dos comportamentos humanos.
A escola recepciona a cultura, reflete sobre ela, a celebra e a transmite, de geração a geração. O diretor de escola, como educador, como líder, tem uma grande responsabilidade para que a escola cumpra seu papel social.
Em grande parte, a qualidade da educação transmitida aos jovens dependerá do desempenho do diretor. O diretor não deve ser um comandante, um déspota, mas um amigo dos professores, dos funcionários da escola e dos alunos.
Muitos dos adultos de hoje guardam na memória a imagem física e espiritual dos diretores das escolas onde estudaram. Um diretor truculento pode marcar por toda a vida aquela criança que foi repreendida por ele, de forma antipedagógica
Um diretor carinhoso e amigo pode vocacionar o educando para a convivência respeitosa e democrática entre as pessoas, acima de raça, credo religioso, profissão dos pais, riqueza ou pobreza das famílias. Um dos papéis da escola é alfabetizar.
A alfabetização é definida como o processo de aprendizagem onde se desenvolve a habilidade de ler e escrever de maneira adequada e a utilizar esta habilidade como um código de comunicação com o seu meio.
Quando falamos em alfabetização não podemos deixar de mencionar a grande educadora Professora Zilma Coelho Pinto que, modéstia à parte, é cachoeirense.
Ela foi a primeira pessoa, no Brasil, a compreender que a alfabetização em massa é uma exigência de cidadania. Nossa gloriosa Zilma não foi uma doutrinadora, não escreveu nenhum livro. Foi alguém que “colocou a mão na massa” e convocou governos, entidades, sociedade civil a eleger, como meta prioritária e de realização possível, a alfabetização universal do povo.
Não foi sem motivo que se colocaram e que se colocam barreiras aos apelos de Paulo Freire e de Zilma Coelho Pinto. Os que detêm privilégios, os que exploram, os que açambarcam as riquezas naturais (brasileiros e estrangeiros) conhecem a força libertadora do alfabeto.
Cachoeiro de Itapemirim prestou justíssima homenagem à educadora que nasceu naquele abençoado torrão. Deu seu nome a uma escola localizada num bairro operário. Que maior homenagem pode ser tributada a alguém que dedicou sua vida à educação? Ser nome de uma escola, e mais ainda, de uma escola plantada na periferia da cidade.

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