Publicado em 9 de outubro de 2023 às 11:04
A palavra humanização está presente em diversos segmentos – na educação, na saúde e no mundo corporativo – como uma forma de lançar sobre o indivíduo um olhar mais abrangente, empático e inclusivo. >
A pessoa que é funcionário de uma empresa, que procura um atendimento de saúde, que frequenta uma escola não é apenas um número de matrícula, um crachá, um sintoma ou uma nota. E não deveria ser assim considerada.>
“Se queremos relações mais humanizadas, vínculos mais efetivos e uma cultura de paz e respeito, temos que começar pela educação, na família e na escola”, considera Penha Tótola, diretora pedagógica da Escola Monteiro, instituição que há mais de 50 anos busca, no dia a dia da comunidade escolar, oferecer ensino de qualidade sem abrir mão da humanização. >
Para ela, o advento das novas tecnologias e da inteligência artificial não torna a humanização do ensino assunto do passado. Ao contrário. “Humanizar é cada vez mais uma demanda, inclusive quando se pensa no profissional do futuro, que deve reunir habilidades como liderança, capacidade de trabalhar em equipe, criatividade e sensibilidade, diz.>
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A humanização sempre será um tema atual porque leva em conta a nossa essência: somos humanos. Pensando ao pé da letra, se somos humanos, não precisaríamos ter a preocupação de humanizar saúde, educação, relações de trabalho, não é?
Diria que humanizar é parte do DNA da Monteiro. Há mais de 50 anos, a instituição nascia como uma “escolinha de artes”, que foi crescendo e se tornando uma escola formal. E até hoje a arte ocupa espaço importante dentro de nossa forma de fazer educação...
Há muitos desafios. Um deles está relacionado às interpretações equivocadas sobre o que seria uma educação humanizada. Muitas vezes, as pessoas acham que uma escola humanizada é uma escola que não tem regras, um lugar de liberdade sem limites, onde 'tudo pode'.
Entendo que sim. Porque o individualismo te leva a se colocar num lugar de superioridade em relação ao outro, de considerar suas demandas pessoais como prioritárias e urgentes...
É claro que sim. A disciplina é fundamental quando o objetivo é aprender, crescer, se desenvolver, evoluir em qualquer área. É preciso ter compromisso com o aprendizado. A questão é como isso se dá.
Com certeza, não. Na Monteiro, a tecnologia e a inovação são entendidas, tratadas e aplicadas como aliadas no processo de humanização. Elas se colocam a serviço do humano, para permitir novos aprendizados, experiências e interações, sempre sem abrir mão do senso crítico e de uma postura reflexiva.
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