A ideia do governo do Estado de dar mais poderes para a Secretaria da Fazenda (Sefaz) está sendo, de certa forma, cozinhada em banho-maria. O governador Renato Casagrande (PSB) optou por amadurecer melhor a possibilidade depois de um conselho do economista e ex-ministro da Fazenda Maílson da Nóbrega.
Antes mesmo de assumir o mandato de governador, Casagrande chegou a anunciar, em 31 de outubro de 2018, que estudava fazer algumas mudanças nas competências das secretarias da Fazenda e do Planejamento (SEP).
Na época, o socialista avaliava transferir para a Sefaz a atribuição de elaborar o Orçamento. Isso significaria que a Fazenda passaria a executar o Orçamento que ela mesma planejou. Já o Planejamento concentraria a coordenação de projetos estratégicos, como o programa Estado Presente.
“Mas tivemos um evento no governo com o Maílson e, na época, ele e o governador conversaram sobre essa possível mudança. Foi aí que o Maílson desaconselhou a ideia”, lembrou o secretário da Fazenda, Rogelio Pegoretti, ao ponderar que a proposta não chegou a ser descartada por Casagrande, mas que também não tem previsão de ser implementada. O bastidor foi contado pelo titular da Sefaz à coluna durante o Encontro de Lideranças, em Pedra Azul, que também recebeu Maílson da Nóbrega, neste sábado (26).
Pegoretti não entrou, entretanto, em detalhes sobre as justificativas dadas pelo ex-ministro. Mas certamente elas foram bem fundamentadas e convincentes para o governador repensar uma das suas primeiras propostas anunciadas como governador eleito.